Around the World | Awakenings

Por Inacio Martinelli

Algumas marcas na indústria da música eletrônica são sinônimos de curadoria de qualidade, eventos memoráveis e profissionalismo. Sem dúvidas, Awakenings é uma das principais delas. Nascida em Amsterdam, a grife holandesa possui um histórico de sucesso, que se expande por mais de duas décadas.  

Aonde você estava em 1997? Foi nesse longínquo ano que ocorreu o primeiro evento com o nome Awakenings. O local escolhido para a estreia foi o famoso Gashouder, antigo complexo industrial que foi transformado em uma das principais venues da capital holandesa. Parte desse sucesso se deve ao próprio Awakenings, que todo ano realiza festas especiais no local durante o ADE e em datas como Páscoa e AnoNovo.

Com foco no techno, não demorou para a marca se tornar conhecida. Após diversas festas bem sucedidas e um nome consolidado na cena de Amsterdam, o Awakenings virou um festival. A primeira edição rolou em  25 de agosto de 2001, no Spaarnwoude, amplo parque localizado nos arredores da capital, lar do evento até hoje. Adam Beyer, Speedy J, Chris Liebing, Monika Kruse e Surgeon foram alguns dos 27 artistas que se revezaram em três palcos.

Com o passar dos anos, o festival foi crescendo de tamanho e importância. Em 2006, já eram 37 artistas e quatro palcos. Já em 2014, o Awakenings passou a ter dois dias e contar com mais de 100 DJs, que se apresentaram em seis arenas diferentes. Um dos aspectos mais marcantes do evento é a cenografia dos palcos, que surpreende o público ano a ano.

Hoje em dia, o Awakenings é considerado um dos maiores festivais de techno do mundo, reunindo cerca de oitenta mil pessoas em dois dias de evento. A última edição, realizada nos dias 30 de junho e 1º de julho, apresentou nada menos que oito palcos e mais de 120 nomes no lineup. Difícil achar alguém relevante que não estivesse na programação, que ainda contou com b2b especiais como Kerri Chandler e Jeremy Underground, Ricardo Villalobos e Seth Troxler, Henrik Schwarz e KiNK, além dos residentes do Berghain, Marcel Dettmann e Ben Klock.

A exemplo de eventos holandeses consagrados como DGTL, Dekmantel e Mysteryland, o Awakenings também se expandiu para outros países. Edições menores já foram realizadas no Chile, Estados Unidos, Bélgica e Reino Unido. No Brasil, a marca assumiu um dos palcos do Electric Zoo, festival que rolou em São Paulo ano passado.

Ao longo do tempo, Adam Beyer, mente por trás do lendário label Drumcode, foi o artista que mais se apresentou em eventos Awakenings. Além disso, segundo dados da organização, mais de um milhão e meio de pessoas dançaram com eles ao longo dessas duas décadas de história. Em 2017, foi lançado um livro especial de 500 páginas com dados curiosos e toda a saga por trás do sucesso da marca. Que venham mais 20 anos!

A MÚSICA CONECTA. 


Equipe de reação do portal Alataj, focada em levar conteúdo cultural ao público antenado na música eletrônica.

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