Aos 30 anos de Idade, o pintor norueguês Edvard Munch, fez o que seria uma das obras de arte mais famosas da história. “O grito” nasceu após uma experiência de Edvard com seus amigos. Eles caminhavam por Oslo em uma tarde quente de verão, durante o passeio o artista observou as cores vivas do céu e também passou por uma sensação de extremo cansaço. Por conta disso, Munch diz ter percebido “o grito da natureza”, que inicialmente foi o título original da obra.

A obra, que é comparada à Mona Lisa devido sua importância histórica, possui quatro versões. 3 delas estão em museus na Noruega e a última, pertence a uma coleção particular. Há relatos que Edvard Munch se inspirou em uma múmia peruana, que ele teria visto em uma exposição no Universelle, em Paris, no final dos anos 1880. “O Grito” foi exposto pela primeira vez em 1903, em Berlim e de lá pra cá já passou por alguns dos mais importantes polos culturais do mundo, incluindo o Brasil, onde a obra foi exposta na 23ª Bienal de Arte de São Paulo.

De todas as releituras da Art In Action, essa foi a mais fácil de escolher qual DJ seria inserido no lugar do personagem principal. A arte de Ricardo Villalobos parece conversar com a pintura símbolo do Expressionismo. O chileno é dono de uma música que foge dos padrões, dos modismos e do perfil enlatado que muitas vezes consumimos na dance music. Ricardo é atemporal e possui em torno de si uma mística. Se tornou um personagem na era da comunicação via Internet, sem utilizar as redes sociais sob um perfil de superstar. Assim como o “O Grito”, a música de Villalobos só pode ser fruto de uma mente genial, em momentos de rara inspiração.

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