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O modelo de trabalho da Drumcode é referência mund...

O modelo de trabalho da Drumcode é referência mundial, assim como seus sons e artistas

Drumcode é o label do gigante DJ e produtor sueco Adam Beyer. Uma das figuras mais relevantes na cena mundial do techno, Beyer, criou em 1996 a Drumcode, label aonde poderia lançar seus próprios releases, estabelecer uma identidade musical sueca e abrir espaço para novos talentos e amigos. Alguns dos nomes que já passaram pelo selo incluem Maceo Plex, Alan Fitzpatrick, Joseph Capriati, Nicole Moudaber, Victor Calderone e Sam Paganini – esse último, acabou de colaborar com o label novamente após seu primeiro álbum Satellite, e lançar seu novo EP The Beat com 4 tracks originais. A gravadora, além de lançar singles, álbuns, EPs e remixes, também conta com um aplicativo para o iPhone, uma coleção de produtos extensa, um programa de rádio com lives exclusivos semanais e promove diversos eventos ao redor do mundo.

A Drumcode tem como foco o techno, abrindo espaço para algumas leituras experimentais do gênero e também para o tech house, porém sem fugir muito do mesmo gênero. Beyer tem um network invejável e um ouvido único, conseguindo trazer nomes legendários para lançar pela gravadora. Porém, além do nome de Beyer que obviamente exerce grande influência, a Drumcode se estabeleceu como referência no mercado nesses últimos 20 anos e hoje em dia é reconhecida por muito mais do que somente seu criador. Além de ter uma das identidades visuais mais interessantes do mercado, o designer sueco Staffan Larsson é responsável pelos desenhos surrealistas que decoram os releases, a gravadora também é responsável pela curadoria de um dos festivais mais interessantes da cena inglesa no momento: Junction 2. Um festival pequeno que teve sua primeira edição ano passado e combina o espaço urbano com a natureza para criar o ambiente perfeito para altíssima qualidade musical, sem área VIP e com um line up de chorar – ano passado por exemplo, rolou Mano Le Tough, Ida Engberg, Adam Beyer, Carl Craig, Dizon, Âme, Marcel Dettmann e Nina Kraviz, só para citar alguns.

Um dos projetos mais bem sucedidos da gravadora é o Radio Live, com lives exclusivos lançados toda semana e transmitidos por mais de 20 rádios ao redor do mundo – no Brasil rola na Dance Paradise toda sexta das 17h às 18h. O live normalmente se trata de algum set tocado por um artista da gravadora em algum lugar do mundo nos últimos dias que depois se torna disponível tanto no site da label, quanto nas rádios que transmitem o programa. Adam Beyer demonstra por projetos como esse e a curadoria do Junction 2, a importância de explorar as maneiras de interação do público com a música eletrônica, mantendo sua label atual, relevante e presente na cena atual. A música conecta pessoas!

 


Georgia Kirilov é estudante de jornalismo e história da arte e acredita que criar é um ato político. Escreve sobre as nuances e sutilezas no caleidoscópio da música eletrônica sempre colocando-o em paralelo com o contexto social e político dos locais por onde passa e explora.

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