Case | Enchufada

O que diferencia uma gravadora das demais? Seu design gráfico? Suas festas? Não na essência! Uma boa identidade musical é o que, de fato, tira uma gravadora do meio comum e a coloca em um seleto grupo de labels que podem ser reconhecidos pela linguagem própria que utilizam em seus releases. É assim desde que o mundo fonográfico existe e provavelmente seguirá sendo assim pra sempre.

Mas, como encontrar sua própria linguagem dentro de estilos musicais marcados por repetições? A gravadora portuguesa Enchufada tem a resposta. Ao perceberem a possibilidade de introduzir um toque do gueto global em seus lançamentos, Buraka Som Sistema, João ‘Branko‘ Barbosa e Kalaf Ângelo decidiram criar um selo em 2006 para atuar como uma plataforma criativa para artistas dispostos a explorar suas referências regionais em um âmbito internacional. O que talvez eles não esperavam  era a transformação da gravadora em uma espécie de oásis global para trabalhos totalmente fora da curva e do padrão.

A consistência dos releases foi tamanha que a Enchufada passou a representar um marco para história da dance music portuguesa. Esqueça house ou techno, o lance aqui é a interpretação de batidas populares como kuduro, kwaito e até mesmo pop, através de uma roupagem moderna e inteligente. Nomes como Mina, Gafacci, Omo Frenchie, TAP, Bad Sista, Populous, Jowaa, Pote e até mesmo o conceituado MC brasileiro Rincon Sapiência fazem parte do casting da gravadora, que trava uma constante batalha pela celebração da vida no dance floor – como eles mesmos afirmam. Ouça alguns dos principais releases da Enchufada aqui:

A MÚSICA CONECTA. 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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