Minha Primeira Gig | Alan Fitzpatrick

Combinando a densidade do mundo underground do techno com a energia percebida em outros gêneros musicais, Alan Fitzpatrick sabe como construir sets que fogem do comum e incendeiam a pista. O britânico nascido em Southampton está na ativa desde meados dos anos 2000, mas foi em 2016 que ele marcou de vez o seu nome da cena internacional, após uma ótima temporada que garantiu a ele a posição número 40 no ranking dos 100 melhores DJs do extinto ranking Resident Advisor.

Suas produções recebem o suporte de labels do calibre de Drumcode, B-Pitch Control e Hotflush Recordings. Com forte presença no circuito de festas britânico, Alan também é a mente por trás do selo We Are The Brave, por onde lançou o aclamado single We Do What We Want. Vivendo uma excelente fase de sua carreira e com uma recente passagem pela América do Sul no currículo, Alan conversou conosco para contar como foi sua primeira experiência no comando das cabines. Confira:

“Acho importante mencionar que essa não foi exatamente a minha primeira gig, toquei por muitos anos antes, mas essa memória se destaca pra mim como um ponto de virada. Em 2006, recebi uma proposta para tocar no Rhino Club em minha cidade natal (Southampton). Na época, esse clube era o melhor lugar para ouvir house e techno underground em Southampton, então fiquei muito feliz. Essa gig em particular foi muito importante para mim, pois basicamente me levou ao caminho que estou hoje.

Eu estava muito animado depois do meu set e queria mergulhar na música novamente. Conheci muitas pessoas influentes naquela noite e tocar ao lado de locais como James Zabiela, Collective States e Tom Budden reacendeu a minha faísca criativa. Voltei ao estúdio com vontade de começar meu novo selo 8 Sided Dice. No mesmo momento, estava colaborando com Reset Robot. É engraçado pensar que 13 anos depois continuo trabalhando com os mesmos caras e agora eles estão lançando no meu selo We Are The Brave, Reset Robot teve seu álbum lançado por lá essa semana. É incrível que eu ainda esteja dando a eles oportunidades de crescer e progredir em sua carreira.

+++ Fechamos 2018 falando com James Zabiela em um bate-papo imperdível

Tudo deu certo desde a gig. Meu perfil atual e todo o sucesso que vem com ele foi definitivamente estimulado por esse booking. Acho que é o auge da minha carreira, tocar regularmente no Rhino Club ajudou a criar o som da assinatura ‘Alan Fitzpatrick’ que eu tenho hoje. Também devo mencionar que eu conheci minha esposa Gaynor lá. Devo muito a esse clube e serei eternamente grato”.

A música conecta. 


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