A atual fase da música eletrônica brasileira é formada por jovens artistas e nomes experientes, que contribuíram de forma significativa para o avanço do estilo no país. É nesse segundo time que se encontra Eli Iwasa, figura conhecida da noite paulista e brasileira. Há mais de uma década ela desempenha papel importante na organização de eventos – atualmente Eli gerencia o Club 88 em Campinas. Além disso, claro, ela também mantém ativa sua carreira de DJ, que completa 15 anos em 2016. Convidamos a japa para contar como foi sua primeira experiência profissional como DJ. Confira abaixo a divertida história. A música conecta as pessoas!

Com a palavra, Eli Iwasa:

Minha primeira gig profissional foi no club Absinto em São Paulo, onde o Pet Duo tinha uma residência, em novembro de 2001. Comemoro 15 anos de carreira este ano! A Ana e o David me viram tocar em um after no apartamento deles, e na semana seguinte, a Ana me ligou, não para me convidar, mas para me informar, que estava escalada para a próxima noite deles lá. Tocava muito techno sueco – Cari Lekebusch, Henrik B, Joel Mull, Adam Beyer, assim como muito techno napolitano de Marco Carola, Gaetano Parisio, Rino Cerrone que estava em alta na época, e techno inglês de Luke Slater, Regis, Surgeon, Inigo Kennedy. Lembro de  ficar dias treinando cada virada, cada mixagem, porque sentia que havia muita expectativa em relação a meu set – eu promovia o Technova, noites às sextas feiras do Lov.e, Club que foi muito importante para o desenvolvimento do estilo em São Paulo – e queria fazer bonito, nunca quis tocar antes de me sentir pronta ou capaz de um boa apresentação. Quando cheguei ao Absinto, estava até enjoada de tanto nervosismo, minha preocupação dividida entre não sambar e não passar mal [risos]. Contei com a torcida de muitos amigos na pista, que me deram força desde o comecinho, e depois de alguns discos, acabei relaxando e curtindo minha estréia. De cara, lembrei de duas tracks que toquei!