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Minha Primeira Gig | Gideon

Minha Primeira Gig | Gideon

Baseado em Londres, Gideon é um apaixonado pela cultura do vinil e DJ de pesquisa musical avançada que flerta com diferentes movimentos, entre eles o deep house, soul, reggae, acid house, disco, vintage gospel e rare groove. Ao longo dos últimos 24 anos ele vasculhou record shops do mundo todo em busca de preciosidades únicas. O resultado disso foi a consolidação de um diggin totalmente fora do padrão.

Desde o seu primeiro set, quando tinha apenas 14 anos, Gideon cultiva um relacionamento de respeito e representatividade com a música negra dos Estados Unidos, Jamaica e Reino Unido. Frente a Absolution, uma festa itinerante do underground gay de Berlim, Gideon e seu crew empurraram ainda mais os limites da dance music no território urbano, sempre em busca de novas experiências e locações inéditas. Por essa e por outras, convidamos este talentoso DJ e produtor para compartilhar conosco as experiências em torno de sua primeira gig como profissional. Mergulhe com a gente nessa viagem pelo túnel do tempo:

Com a palavra, Gideon:

Minha primeira experiência como DJ profissional eu acho que foi em 1996. Naquela época eu era um DJ de hardcore que só tocava no meu quarto. A história começa quando um DJ eu estava visitando meu club preferido em Eindhoven, que era chamado de Trance – nas sextas eles tocavam hardcore e nos sábados trance. Naquela sexta minha namorada veio até mim e me disse que DarkRaver, meu artista favorito na época, queria falar comigo no bar.

Ele estava falando com a minha namorada e perguntou se ela sabia quem ele era. Ela disse a ele que sim e que eu era um DJ muito melhor que ele. Esse foi o gatilho para me levar até o bar. Conversei com ele e duas semanas depois eu estava em minha primeira gig. Sinceramente não sei se tive medo ou fiz apenas um social, mas combinei que iria tocar com o meu amigo MBC, que eles escreveram MCB no flyer.

Duas semanas após a conversar com DarkRaver, eu e meu amigo Lessismore estávamos tocando no club mais dark de Eindhoven. Esse lugar tina uma reputação muito ruim, mas nos encontrávamos lá, pois nunca nos perguntavam o que íamos tocar. Nós sempre gostamos de levar para o público algo legal, diferente do que a pista estava esperando. Para dar um contexto a vocês, naquele momento o hardcore tinha um BPM de 175. Naquela noite, nós o puxamos para 145. Eu era um DJ dark, mas não exatamente hardcore. Tanto eu quanto o MBC estávamos pesquisando o estilo há alguns anos (em nossos quartos) e tínhamos vontade de explorar coisas novas.

Nosso set funcionou e após o término as pessoas perguntavam qual tipo de música era aquela. Eu diria agora que era techno, mas nós falamos outra coisa na época. Depois disso, começamos a fazer nossas próprias festas que tinham esse ritmo mais lento.

A MÚSICA CONECTA.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n’ Lights Management.

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