Jonas Kopp foi a atração da última Moving, noite de quinta-feira do D-EDGE. O DJ e produtor argentino é um nome quente que surgiu no cenário eletrônico do nosso país vizinho nos últimos anos e seu trabalho merece menção. Ouça abaixo sua participação no Boiler Room:

Jonas começou a trabalhar com música eletrônica aos 19 anos de idade e desde então desenvolveu contribuições sólidas para algumas emissoras de rádio da Argentina. Ele também lançou músicas por alguns dos melhores selos da comunidade techno – PoleGroup, Tresor e MindTrip, apenas para citar alguns – e criou uma espécie de assinatura musical distinta e poderosa que faz com que seu estilo musical soe o mais diversificado possível dentro das nuances do techno.

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O turntablism fez de Jonas um DJ respeitado na comunidade internacional e o levou para alguns dos grandes clubs do mundo, como Berghain, D-EDGE e Trouw. Apesar do sucesso no âmbito global, Jonas não esqueceu suas origens e ainda hoje contribui com a efervescente cena sul-americana. A nosso convite, ele reviveu sua primeira experiência profissional como DJ. Confira:

Com a palavra, Jonas Kopp:

Minha primeira experiência tocando em um grande clube ou festival, minha primeira gig, foi por volta de 1998, em Buenos Aires. Na época, eu estava trabalhando com um DJ maior do que eu, ele estava me ensinando como tocar e o seu nome era DJ Woker. Ele era muito bom e estava me ensinando muitas coisas. Woker foi convidado para tocar em um festival e me chamou para ir com ele. Nesse evento, uma das minhas maiores influências estava tocando – Robert Armani, de Chicago, e todos estavam muito ansiosos para ouvi-lo.

A história engraçada sobre isso é: um dos DJs que deveria fazer o warm-up estava muito atrasado e teve alguns problemas com o transporte para a festa. Seria impossível para ele chegar a tempo, e não tinha ninguém para substituir este cara. Então, DJ Woker, meu professor na época, virou-se para mim e disse “Cara, você deveria tocar!”. A festa estava bastante cheia, eu estava tão nervoso e tremendo, por causa da responsabilidade enorme. Meu professor me emprestou seus discos, porque eu não tinha levado nenhum.

No final, tudo correu bem. Quando estava terminando o meu set, atrás estava Robert Armani, sentado e ouvindo, isso foi um choque para mim. Olhei para ele, ele acenou os polegares para mim, dizendo “Bom set, cara” eu estava em êxtase! Foi assim que fui batizado de certa forma, porque essa foi a primeira gig real para mim (embora eu já tivesse tocado em alguns clubes pequenos antes).

A música conecta as pessoas!