O termo festival é muito mais antigo do que pensamos. Ele surgiu junto com festas de diversas religiões que celebravam a horna de Deus ou deuses. Em um período contemporâneo, os festivais ganharam conotação de festas maiores, que promoviam o intercâmbio cultural e apostavam em atrações de diferentes campos da arte – música, pintura, dança, etc.

Com o aumento da popularidade de eventos pioneiros desse gênero ao redor do mundo, muitos produtores tem aproveitado a onda para promover edições que pouco ou nada tem a ver com a verdadeira essência de um festival. Essa regra não se aplica a todos, obviamente. No Brasil e no exterior existem profissionais sérios que seguem elevando o nível de experiência positiva dentro dos festivais, com line ups admiráveis e uma estrutura projetada para oferecer segurança e conforto aos frequentadores.

Os eventos da lista negra nessa história toda são festivais que na verdade não passam de um aglomerado de atrações sem coerência alguma de escolha jogados em um palco de treliça, com um painel de led no fundo em um estacionamento de shopping. Ou ainda eventos em local com boa estrutura mas que em momento algum promovem ao público uma experiência diferente da obtida dentro de um club. A regra não se aplica a todos, mas clubbers e adeptos a festivais geralmente possuem um perfil diferente de escolhas e isso não se deve ao acaso.

Entender essas diferenças é o ponto de partida para saber se seu evento tem ou não o perfil de festival. Enxergamos como o básico do básico, oferecer uma experiência que vá além de música madrugada a dentro de um club. Isso todo fim de semana milhares de festas entregam pelo mundo todo. Um festival que se preze precisa ter sua identidade estampada e facilmente reconhecida, com experiências e particularidades que são buscadas pelo público alvo.

Um bom festival possui uma áurea única e faz com que os frequentadores se sintam realmente em um mundo a parte. Coachella, Rock In Rio, Psicodália, Tomorrowland e Glastonbury, todos com suas individualidades trazem isso. Não podemos deixar que marcas tão bacanas, com propostas tão sérias se misturem a uma emaranhado de profissionais que não sabem aonde estão pisando. Chegou o momento de endenremos o significado da palavra festival, para valorizar os que são de verdade.

A música conecta as pessoas!