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Mumbaata e Leo Janeiro desafiam os limites dos est...

Mumbaata e Leo Janeiro desafiam os limites dos estilos sonoros em seu novo EP

O duo Mumbaata, que é formado pelos produtores Lennox Hortale e Pedro Joint, se juntou ao grande Leo Janeiro para convidar os ouvintes a se aventurarem em misturas inusitadas de gêneros dentro da música eletrônica. Take Off, é o segundo EP da dupla Mumbaata e está sendo lançado pela D-EDGE Records. O mesmo traz duas tracks originais, “Kunta Kine” e – a faixa título – “Take Off”, com um remix do alemão Roland Leesker, que é manager do Get Physical. Ambas as tracks exploram diferentes características sonoras de maneira bem dinâmica, porém ainda deixando bem nítido que fazem parte da mesma colaboração e que são sons que conversam entre si.

A primeira track, “Kunta Kinte” traz – já em seu nome – referências africanas, com uso de percussão contrastando com batidas inorgânicas que compõem um house étnico e cheio de groove. Já a faixa-título, “Take Off”, mostra uma faceta mais atmosférica da colaboração entre Janeiro e Mumbaata. A segunda track tem traços de acid techno e é bem mais pesada, sem nenhum uso de vocal. Leesker torna a ponte entre a primeira e a segunda track muito mais compreensível, quando, em seu remix, muda totalmente como os vocais se interagem com as batidas, tornando seu remix paara “Kunta Kinte” uma track com uma pegada tão dark quanto “Take Off”.

A colaboração entre Leo – que está mais de 15 anos na indústria, é residente do Warung Beach Club e grande responsável em disseminar o eletrônico Brasileiro tanto em pistas nacionais quanto internacionais com o frescor do duo Mumbaata – que lançou seu primeiro EP somente 6 meses atrás – parece que vem acontecendo há anos. Os três artistas realmente exploram suas visões musicais nessa relação complexa, porém com laços e semelhanças palpáveis, que existe entre as duas tracks originais. Take Off é um EP produzido minuciosamente, surpreendente e extremamente satisfatório. A música conecta as pessoas!


Georgia Kirilov é estudante de jornalismo e história da arte e acredita que criar é um ato político. Escreve sobre as nuances e sutilezas no caleidoscópio da música eletrônica sempre colocando-o em paralelo com o contexto social e político dos locais por onde passa e explora.

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