Na próxima quarta-feira a Warung Recordings lança sua nova compilação, intitulada Sand & Sighs. O release é composto por 10 faixas originais, produzidas exclusivamente por artistas brasileiros. Renato Ratier, Stekke, Albuquerque, Volkoder, Leo Janeiro, Sonic Future e Alex Justino são alguns dos nomes que assinaram tracks para o VA. O lançamento confirma o ótimo momento que a produção nacional passa e reforça ainda mais o nome da Warung Recordings como uma das principais gravadoras do país – ela é a atual detentora do prêmio RMC na categoria.

Sem se limitar ao house ou techno, mas com identidade na escolha dos artistas e faixas, o VA Sand&Sighs reflete bem a identidade musical atual do club e da gravadora, que está em franca expansão. Este é o segundo release do ano no selo, o primeiro foi assinado por Marco Resmann e Boghosian em Janeiro. O Alataj em parceria com a Warung Recordings apresenta em primeira mão o preview exclusivo de todas as faixas que serão lançadas no próximo dia 21. Além dos links para audição, você também confere abaixo um bate-papo entre os artistas da compilação. A música conecta as pessoas! 

1. Stekke para Renato Ratier – Você tem feito ótimas parcerias em studio com renomados artistas (Stimming, Gui Boratto, Guti, PillowTalk) que renderam excelentes músicas e muitos feedbacks positivos. Conte-nos, como foram essas experiências, incluindo essa parceria com o Stekke?

Renato Ratier responde: Como todos sabem, não me sobra muito tempo. Quando estou em casa, aproveito pra começar, estruturar ou terminar projetos em meu home studio. Tenho várias ideias semiprontas inclusive. Com o Pillowtalk, por exemplo, nos estávamos em meu apartamento tomando vinho, conversamos sobre música e resolvi mostrar uma track. Eles adoraram e na mesma hora começaram a cantarolar melodias e a pensarem na letra, foi super natural e prazeroso. Com Stimming e Gui Boratto, acabei mostrando umas ideias praticamente prontas e estruturadas, ambos curtiram e concordaram com as parcerias. Gosto assim, quando o processo é leve e natural. Com Stekke foi bem mais fácil, além da proximidade e por estarem inseridos na plataforma das marcas, várias ideias acabam surgindo e para essa contribuição não foi diferente. Em termos de execução e finalização desse projeto específico grande parte dos méritos atribuo a eles. O resultado pode ser comprovado no dia 20/04 data de lançamento deste VA.
2. Sonic Future para Leo Janeiro – Você é um DJ com vasta experiência, toca nos quatro cantos do país e mundo afora também. Como você avalia hoje o posicionamento musical na cena brasileira quando comparado ao que você vê fora daqui? Onde ainda podemos melhorar?

Leo Janeiro responde: O Brasil no geral sempre foi celeiro de bons músicos, isso faz parte da nossa história desde a Bossa Nova. Quando falamos em específico sobre música eletrônica, demos um salto nos últimos anos, sempre tivemos bons DJs e agora temos também bons produtores, o espaço foi ampliado com muitos artista de qualidade mostrando o seu trabalho para o mundo. As facilidades que a internet trouxe ajudaram muito neste momento, temos uma diversidade musical incrível que eu acho muito importante e acaba sendo algo que chama atenção para quem está de fora. Acho que uma discussão necessária para o futuro é como podemos estimular novas gerações com talento a seguirem em frente.
3. Alex Justino para Eddie M – O Warung (conceito, festas, club) influenciou de alguma forma a produção da sua faixa?

Eddie M responde: De certa forma, todos os clubs em que eu toco me transmitem uma energia que eu acabo levando para dentro do estúdio!
4. Volkoder para Beltch – Como surgiu a ideia e as referências para o estilo das produções?

Beltch responde: A ideia de produzir neste estilo vem decorrente do que eu sempre gostei, opto por não fazer algo que esteja rolando no momento afim apenas de obter sucesso repentino, mas sim, apostando no que eu mais gosto. Procurei me espelhar em artistas que eu sempre acompanhei para criar minhas bases, formar minha raiz. Foram semanas, meses, inclusive anos ouvindo artistas como Maceo Plex, Tale Of Us, Solomun, Stephan Bodzin e Gui Boratto. Foram quase 6 anos desde o meu começo nas produções até a minha primeira track lançada! Hoje estou muito satisfeito e feliz com o estilo que escolhi para minhas produções.
5. Julio Torres para Chevalier – Qual o tipo de inspiração vocês buscam para criar? Pensam num tema ou simplesmente criam?

Chevalier responde: Quando nos juntamos para fazer nossas músicas, decidimos trabalhar com apenas uma diretriz “fazer música para big rooms com qualidade e criatividade! Seja house, seja techno”. Quem é DJ sabe a diferença entre tocar em uma pista grande e um club pequeno, e essa foi nossa única preocupação, fazer música que funcione também nas pistas de grande porte mantendo nosso padrão de qualidade. Quanto ao processo criativo, foi inteiro na base do improviso e química de estúdio mesmo. Acreditamos que nós temos habilidades que se complementam, por isso o sucesso do projeto foi tão rápido.
6. Albuquerque para Leozinho: Apesar de ser íntimo de equipamentos de áudio esse lançamento é seu début nas lojas digitais, e sabemos que vem mais música boa por aí! Você cogita adotar alguma alcunha nova em algum momento dessa nova fase?

Leozinho responde: Provavelmente sim. Criamos Life is a Loop quando a proposta foi fazer um som mais acessível. Mudar o nome artístico, na minha opinião, acarreta em duas mudanças básicas: a primeira é que você terá de reconquistar seus fãs, pois ninguém saberá quem você é. E, em segundo lugar, justamente por não saberem quem você é, não irão te pré-julgar! Dito isso, é como te entregassem uma tela em branco para você pintar o que quiser!