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Muinho Farroupilha: 10 anos e um infinito de histórias

Esse fim de semana representa um momento especial para a cena eletrônica do Rio Grande do Sul. O Muinho, club localizado na cidade de Farroupilha, completa 10 anos de uma intensa trajetória ligada ao cenário artístico da cidade e de toda região.

Gustavo Covolan está a frente do projeto desde 1992 e desde então vem dedicando todos os esforços para manter o prédio, originalmente construído para ser um moinho no final dos anos 30, vivo e ativo. Sem grandes recursos financeiros, Gustavo usou de sua criatividade para transformar o Muinho em um patrimônio histórico da cidade. Durante os 7 primeiros anos, ele apenas manteve o lugar a salvo da especulação imobiliária e das invasões. Em 99, veio a ideia de criar um bar, um ponto para reunir a galera e gerar recursos para manter o funcionamento do prédio.

Durante 8 anos trabalhando com o bar, Covolan reuniu recursos para reforma do espaço e após um intenso processo de transformação e compreendimento do potencial do local para em Setembro de 2008 inaugurar o Muinho Club, um espaço de proposta inédita e absolutamente impactante para comunidade artística de Farroupilha. Nesses 10 anos de projeto, artistas de todo o Brasi le também do exterior já se apresentaram no club, não apenas através da música, já que outros formatos de expressões artísticas são tradicionalmente bem vindos no club.

Hoje o Muinho Club é um espaço artístico-cultural que, muito além de suas festas, possui uma Associação Cultural, um museu com acervo do antigo moinho e um ambiente propício para momentos de inclusão social e confraternização da comunidade. Nesse sábado essa energia se renova com a festa de 10 anos do club, que apresenta DJs e produtores que já escreveram capítulos importantes na história do lugar: Fabrício Peçanha, Caio Busetti, Cris D, Lolô Borthollaci e Mau Maioli comandam o sound system – na pista 2, DJ Mono e DJ Negada estão escalados. Acompanhe os próximos passos dessa história clicando aqui.

A MÚSICA CONECTA. 

“Queremos que o Muinho, continue a existir por muitos 10 anos, não queremos que o Moinho Covolan se torne mais um escombro, mais um buraco no coração da história da cidade, uma vaga lembrança engolida pela especulação imobiliária que destrói a identidade de nossas origens e substitui tudo por caixotes toscos de cimento e vidro, arrancando a cultura, o lazer por apenas vitrines, calçada e rua. Por isso, fizemos esse abaixo assinado, pedindo pela defesa patrimonial, por meio do ato de tombamento, a fim de que o objeto constitua parte integrante do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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