Muita coisa está acontecendo no universo do SoundCloud. Depois de meses de negociação, o serviço de compartilhamento de áudio finalmente assinou um acordo com sua primeira grande gravadora, a Warner Music. Sob esse novo acordo, a Warner tem participação de 3% a 5% no SoundCloud, e tem os royalties pagos toda vez que você dá o play em uma das músicas da gravadora, incluindo remixes e mashups. No entanto, o acordo não obriga a Warner a compartilhar seu catálogo completo – que contém artistas como Skrillex, Moby, Tiësto e Madonna.

Mas além de fazer um bando de caras de terno e ricos felizes, o que esse marco realmente significa? Como esse acordo afeta o futuro do serviço de streaming favorito da galera? Aqui vai nossa opinião.

OS TITÃS DA TECNOLOGIA VÃO BATER NA PORTA (DE NOVO).

No começo do ano, em maio, o Twitter pensou bastante e considerou comprar o SoundCloud. Superficialmente, parecia uma boa ideia. Afinal, o Google tem o YouTube e a Apple tem o iTunes. A aquisição faria com que o Twitter ganhasse mais usuários, aumentasse suas ações e, finalmente, entrasse na indústria musical. No fim das contas, o Twitter se assustou com a falta de acordos de licenciamento do SoundCloud. Bom, o negócio com a Warner Music é um grande passo na direção certa, e não nos surpreenderíamos se o Twitter ou outros titãs tecnológicos começassem a flertar novamente com a ideia de comprar o SoundCloud.

O SOUNDCLOUD FINALMENTE TEM UM PLANO DE NEGÓCIOS SUSTENTÁVEL

A beleza do SoundCloud era que ele costumava ser livre, e ele não cortava sua vibe com uma porrada de anúncios, ao contrário do YouTube, Spotify, Pandora ou qualquer outra plataforma de música que você consiga lembrar. Bom, é como dizem, tudo que é bom acaba. Como falamos recentemente, o SoundCloud passou a usar anúncios de áudio pop-up para gerar receita de licenciamento. Mas só a receita não é o suficiente. A única razão de ter a Warner a bordo é porque o SoundCloud jurou de pés juntos que vai lançar um serviço por assinatura no primeiro semestre do ano que vem. O serviço será provavelmente um sistema hierárquico, com diferentes níveis de acesso para diferentes preços mensais.

Mas isso não é uma coisa tão ruim assim! Publicidade + serviço de assinatura = um modelo de negócio sustentável, que é algo que o SoundCloud não tem desde o primeiro dia. Isso significa que ele será capaz de continuar a crescer, enquanto alivia os US$ 29 milhões em perdas divulgados este ano (não tá fácil pra ninguém). Se quisermos o SoundCloud por perto, ele vai ter que começar a fazer algum dinheiro.

AVISOS IRRITANTES DE DIREITOS AUTORAIS SERÃO COISA DO PASSADO

Todo mundo e suas respectivas mães adooooram o SoundCloud, mas o lado comercial da indústria musical tem sido mais lento nessa absorção. O problema é que, até agora, o SoundCloud não licenciou nenhuma faixa em seu site. Ele só deixa as músicas… Lá, numa zona cinzenta legal, até alguém (muito provavelmente um artista) reclamar. Ou um de seus bots sinalizou material com direitos autorais durante uma auto varredura. Então, você deseja obter um pedido de retirada da própria gravadora, permitindo que você saiba que a não ser que você remova a música, sua conta pode ser deletada. A única maneira de sair dessa bagunça seria uma perseguição que dá mais problema do que de fato vale a pena, é só perguntar ao popular blog de mp3 ThisSongisSick.

Graças a este acordo, a música de propriedade da Warner agora está devidamente licenciada pelo SoundCloud, que vai jogar os royalties para a gravadora cada vez que uma de suas faixas for executada. O endosso da Warner também prepara o caminho para que outros selos grandes e outros menores façam o mesmo. Neste caso, pegar esse bonde é uma coisa muito boa.

 

Texto Michelle Lhooq via THUMP