Hoje começa uma pequena série de reportagens aqui no Alataj, extraídas e traduzidas do portal Pijama Surf e que vamos chamar de “Siete Mujeres”.

Em um sistema patriarcal, o foco das histórias são sempre sobre homens e suas realizações. Importantes espaços dessas histórias ficam vagos por conta do papel não divulgado de grandes mulheres. A história dessas 7 mulheres mostra que, apesar dos preconceitos o talento prevalece e que hoje estaríamos enfrentando uma cena certamente muito mais chata se não fosse por suas inestimáveis contribuições.

Começamos nossa homenagem com Delia Derbyshire. A mulher por trás do wobbulator, foi informada pela Decca Recording Studios, em Londres, que eles não empregavam mulheres. Ela não desistiu do seu sonho e tentativas depois conseguiu na BBC uma oportunidade para trabalhar como assistente de estúdio, em 1960.

Desmond Briscoe, executivo de estúdio da emissora, logo percebeu que mais do que motivação, Delia era uma profissional muito talentosa. Briscoe a convidou para trabalhar em seu escritório, do qual ela fez parte por 10 anos, de 62 a 72.

Um de seus primeiros trabalhos foi a criação de um dos primeiros temas eletrônicos usados na televisão: a música de Ron Grainer (que quis compartilhar créditos com Delia pelos seus efeitos, mas as políticas da empresa não permitiram) para a nova série de ficção, Dr. Who. Delia e seu engenheiro Dick Mills tinham criado cada som do nada, sem referências anteriores, o que era raro e inovador para época. Ela não fazia ideia que seu trabalho se tornaria tão influente para a Radio Workshop no futuro.

Para saber mais, assista ao documentário “Sculptress of Sound”:

Traduzido do portal Pijama Surf.