READING

Há algo diferente no DJing holandês e Cinnaman est...

Há algo diferente no DJing holandês e Cinnaman está aí para comprovar isso

Há algo de diferente no perfil de discotecagem holandês. A cena de Amsterdam e da Holanda como um todo se tornou especialista em revelar artistas que levam até o dance floor um perfil ousado de mixagem aliado a uma pesquisa musical globalizada, que não se restringe a dance music, mas ainda assim sempre coloca as pistas pra dançar.

Yuri Boselie, que também atende pelo nome de Cinnaman, é um dos expoentes desse cenário holandês. O relacionamento com a crew Dekmantel não vem de hoje: seu debut no Boiler Room, por exemplo, aconteceu na primeira edição do streaming no Festival, um set enérgico com faixas de nomes do calibre de Terrence Parker, Leon Vynehall, Fango, Robert Hood e outros. Essa maestria ao gerenciar bem diferentes estilos e abordagens não é somente rara, mas também uma das principais características de Yuri, responsável por sets que vão do hip hop ao UK bass.

Às vésperas de sua estreia no Brasil, Cinnaman falou com exclusividade ao Alataj sobre o relacionamento com crews holandesas, variedade de estilos de sua pesquisa musical, expectativa para fechar o Night Program do festival e detalhes de seu processo criativo. Vem ver:

Alataj: Olá, Yuri! Tudo bem? É um prazer falar com você. Rush Hour e Trouw parecem ter uma importância especial em sua caminhada. Como exatamente essas duas marcas te fizeram crescer como artista?

Cinnaman:  Tudo bem! Acabo de voltar de algumas viagens e shows incríveis na Índia e nos EUA. Rush Hour foi muito importante para mim. Eles me deram muitas oportunidades quando eu estava morando em Amsterdã. Fazer uma compilação chamada Beat Dimensions para Rush Hour e lançar música com o meu parceiro Tom Trago. Mas também aprendi muito ao trabalhar na loja, quando parei de trabalhar na record shop, Trouw começou e eu assumi uma noite lá. Eu acho que Olaf acreditou no meu gosto musical e me deu minha própria noite. Era algo diferente para Amsterdã naquele momento e trouxe muita alegria e novas energias para mim e para muitas outras pessoas.

A variedade de estilos que você apresenta em seus sets é, sem dúvidas, um de seus principais diferenciais. Como é possível organizar tudo isso de uma forma que faça sentido?

Quando eu era mais novo, aprendi rapidamente a tocar o que quisesse através do coletivo de Amsterdã Rednose Distrikt (Aardvarck, Steven de Peven). Eles misturavam tudo, desde hip hop até disco e house. Então, apenas tento fazer histórias na minha cabeça. Às vezes funciona, às vezes não. Mas eu gosto de correr riscos durante os meus sets. Ao longo dos anos, você também aprende com os riscos e não vai ao extremo bagunçar as coisas.

Fechar o Night Program do Dekmantel São Paulo certamente é uma experiência animadora. O que você está preparando para o Brasil, Yuri?

Vou começar amanhã, mas pra grandes shows como este, eu prefiro não preparar muito e deixar a atmosfera e a energia assumirem. Gosto muito de tocar quando há um pouco mais pressão do que o normal e também tenho um desempenho melhor quando estou um pouco nervoso.

Como um membro conhecido da crew holandesa que vem ao Brasil, certamente você é um dos caras certos para responder essa pergunta. O que só o Dekmantel tem?

Casper, Thomas, Matthijs e agora Boye, que juntou-se a eles também! Esses quatro garotos (sem deixar de fora a ótima equipe em volta deles) juntos têm o conhecimento musical com padrões de produção dos seus eventos muito altos, eles estão dispostos a correr riscos com a programação, que não foca somente no principal headliner internacional, mas também nos talentos locais. As pessoas confiam na marca em geral e sabem que terão alta qualidade em todos os aspectos. É a posição perfeita para se estar quando olha você olha de uma perspectiva de promoter, permite que você pense ainda mais fora da caixa. Nem todos os promoters do mundo têm essa posição de luxo.

Sobre seu processo criativo no estúdio: geralmente você começa com uma ideia pronta ou prefere deixar as coisas fluírem naturalmente?

Eu gosto de deixar as coisas fluírem. Espero finalmente lançar algo este ano, faz um bom tempo.

A carreira de um DJ internacional é repleta de viagens, aeroportos e quartos de hotel. Quando você está em tour, como busca equilibrar sua rotina?

Na última tour com Solar provavelmente nossa rotina era ioga às 7 horas da manhã. Equilíbrio é tudo. Mas tento comer saudável e dormir o suficiente, fazer as mesmas coisas que faço quando estou em casa. Às vezes também festejamos demais.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Todas as respostas para essa pergunta soam brega [risos]. AMOR!

A música conecta as pessoas! 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

RELATED POST

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

INSTAGRAM
SIGA-NOS