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A eficiência de Dakar no trabalho frente a grandes...

A eficiência de Dakar no trabalho frente a grandes labels

Se você é um artista preocupado em se destacar pela qualidade de sua música, não há caminho melhor que a produção musical para conquistar o tão desejado sucesso. O brasileiro Willian Carvalho aka Dakar é um belo exemplo de como a consistência no estúdio pode levar uma carreira além das fronteiras nacionais e, principalmente, para as principais pistas do mundo, mesmo que não seja você o artista o comando do sound system, suas faixas estarão lá.

Relembre sua passagem pelo Alaplay:

Hoje, Wilian é um dos principais nomes do tech house brasileiro e para conquistar tal posição trabalhou duro e emplacou releases de sucessos em selos como Cajual, Viva Music, Snatch, OFF, Yoshitoshi, Dirtybird e Material Series. O reconhecido veio através de suportes de nomes do calibre de de Marco Carola, Green Velvet, Noir, Steve Lawler e até mesmo Hernan Cattaneo. Alguns anos depois de ter acreditado 100% em seu potencial, Dakar é dono de uma carreira que se mostra cada vez mais promissora, tanto no âmbito nacional, quanto internacional.

Após sua tour europeia de 2017, encontramos o artista para um bate-papo exclusivo sobre vida e carreira. Confira abaixo o resultado desse encontro:

1 – Olá, Dakar! Obrigado por nos atender. Sua carreira teve um crescimento bem interessante nos últimos anos. A quais pontos você relaciona essa ótima fase?

Obrigado Alan, sempre um prazer estar com vocês do Alataj. Meu principal objetivo sempre foi expandir meu som globalmente, onde podemos transmitir sentimentos independente de raça ou credo. Também sempre busquei mostrar minha bagagem como DJ para lugares onde meu som ainda não chegou.

2 – Sua lista de suportes recebidos é grande e certamente muito inspiradora. Entre todos eles, há algum que você considera mais importante ou especial?

Difícil responder um artista especifico, tive vários suportes importante, mas quem sempre tive um carinho maior foi Green Velvet. Comecei a tocar aos 15 anos, exatamente 14 anos atrás em festas de escolas e do meu bairro. Já na área de produção musical, comecei a me interessar por volta de 2009. Em 2013, já tinha construído um grande caminho nesse ramo. Depois de conhecer de perto o trabalho dele, me apaixonei pelo tech house. Hoje ele virou um amigo e passou a dar full suporte para minhas tracks através de seus labels. Um pouco depois Claude VonStroke e Jamie Jones também deram um importante apoio para minhas tracks, o que foi muito importante para fortalecer ainda mais meu nome no mercado.

3 – Você é um artista focado em sons de pista e isso fica muito claro em suas produções. Em algum momento, você já pensou em experimentar novos caminhos dentro da dance music?

Sim, sempre procuro produzir outros estilos. Nesses 8 anos de produção eu já passei por techno, deep house, indie dance, nu disco e até mesmo hip hop. Ema verdadeira aula, todo dia aprendo algo novo.

4 – Dentro do cenário nacional, quais são seus principais objetivos no momento?

Próximo passo vai ser o lançamento do meu primeiro album pela Cajual Records, selo do Green Velvet, fortalecendo ainda mais meu nome a nível internacional. No mais, procuro sempre evoluir como artista.

5 – O mercado da música eletrônica é bastante cíclico e não é raro vermos artistas numa constante gangorra entre sucesso e tempos de maior ócio. Profissionalmente, como você enxerga esse tipo de desafio?

Tudo é um ciclo, sempre vão surgir DJs novos, gêneros novos. Eu acredito que o Brasil está evoluindo cada vez mais com tudo isso. As pessoas vão pra casas noturnas dançar em busca de memórias, se elas não estiverem dançando eu devo estar fazendo algo de errado.

6 – Seu catálogo é formado por lançamentos em gravadoras de peso, como Cajual, VIVa, Get Physical e Snatch. De que forma esse relacionamento contribuiu para sua formação enquanto artista?

Sempre Incrível trabalhar com gravadoras importantes do mercado. Networking é o mais importante… fez minha música chegar a lugares que nunca imaginei.

7 – Quais foram os principais ensinamentos que essa recente tour na Europa te trouxe?

Uma experiência realmente engrandecedora e única, foram 25 dias de muito conhecimento. Passei por Amsterdam, Bruxelas, Paris, Marselha, Lille, Atenas, Xanthi e Patras. Estive com artistas como Shiba San, Amine Edge & Dance, Tim Baresko, CJ Jeff, Anthony Attalla, Heavy Pins, Kolombo, Sharam Jey, LouLou Players, Mason, entre outros. Nesse tempo, pude viver toda essa experiência de perto e cheguei a algumas conclusões importantes.

Foi bom ver com os próprios olhos aquilo que sempre ouvi muitos dizer: os DJs se ajudam e muito. Foi algo inspirador que quero trazer mais para o Brasil. Como disse anteriormente, o mais importante pra mim foram os contatos. É algo realmente surreal por lá, a todo momento você conhecendo alguém da cena. Isso vale para todos: produtores de eventos, DJs, donos de Agências, donos de labels, mídia, patrocinadores, etc. O verdadeiro encontro de todos que amam isso e trabalham com o coração! Em 2018 eu já tenho data para voltar! Em breve conto mais sobre…

8 – Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Música é a minha vida!

A música conecta as pessoas! 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n’ Lights Management.

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