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Fayer, Eklektisch e uma habilidade rara para construção de remixes: falamos com Edu Imbernon

On Air é a série de entrevistas do Alataj.

Um artista que se manifesta em diferentes frentes e de maneira completa, assim podemos definir Edu Imbernon, DJ e produtor espanhol que comanda dois labels, Fayer e Eklektisch, além da série de festas Fayer. Seu som melódico e enérgico saiu de Valência para estabelecer-se como uma proposta verdadeiramente global -house, experimental e indie formam o DNA artístico de Edu, acostumado a comandar multidões por onde passa.

Seus remixes para a banda britânica The XX nas faixas Crystalized, Reunion e mais recentemente The Lips, do último álbum I See You, deram uma grande visibilidade para Edu em um cenário alternativo da dance music global. Além disso, o produtor espanhol também emplacou faixas de sucesso como El Baile Aleman, Underworld e Lucent, essas como original mix. Outros remixes de Edu incluem trabalhos para nomes como Maya Jane Coles, Hot Natured e Who Made Who, e comprovam que sua habilidade para remixar é uma prova do olhar diferenciado para arte criada por terceiros, algo raro e muito especial.

Com a sua festa Fayer, Edu Imbernon já apresentou nomes como Dixon, Ame, Maceo Plex, DJ Tennis, Solomun, Jamie Jones e Seth Troxler e em 2017 assinou uma pista no último ano de trabalho da Space Ibiza. Seus rótulos são responsáveis por lançamentos de nomes do calibre de Tuff City Kids, Robag Whrume, Cubicolor, David August, Fur Coat e Gardens of God, apenas para citar alguns. A nosso convite, Edu Imbernon falou sobre esses e outros highlights de sua carreira de forma exclusiva. Confira:

Alataj: Olá, Edu! Obrigado por nos atender. Há algum tempo falamos sobre a cena de Valencia aqui no site, clubs e atmosfera da cidade em torno da dance music. Pesoalmente, como você enxerga esse cenário?

Edu Imbernon: Olá, pessoal! Primeiramente, obrigado por esta entrevista. Bom, nos últimos dois/três anos, Valência cresceu consideravelmente. Além do meu projeto Fayer, muitos promoters estão se aventurando em novos eventos, trazendo novos artistas e aprimorando a cena local. Há também alguns artistas e produtores muito interessantes na cidade. Valência é, definitivamente, um dos lugares para ficar de olho no futuro.

Trabalhar com remixes certamente é algo que agrada você, não é mesmo? Como tem sido desenvolver alguns trabalhos para artistas do calibre de The XX, Tiga, Maya Jane Coles e Stephan Bodzin?

O conceito de remixar mudou para mim nos últimos anos. Depois de remixar Crystalised, minha visão inteira se transformou e me tornei mais exigente com as faixas que escolho. Somente remixo faixas que eu tenha me apaixonado. Tento respeitar a faixa original dando meu toque pessoal, algo identificando que diferencia todas as minhas produções. Foi uma grande honra trabalhar para os artistas mencionados acima. Tiga é um dos meus heróis e uma das minhas maiores influências.

Com a experiência adquirida nas pistas e no estúdio, todo grande artista passa por um processo de transformação ao longo dos anos. Se olharmos para a última década, como você avalia essa sua jornada até aqui?

Na verdade, você pode ver esse processo em minha música. Como eu disse antes, remixar Crystalised mudou a minha percepção sobre fazer música. Quando comecei a produzir, todo o processo era principalmente digital, depois dela, mudei meu som e comecei a usar instrumentos reais (guitarra, baixo, etc.) para conseguir sons e emoções mais reais. Acho que o cruzamento entre instrumentos reais e sintetizadores é muito interessante.

Aqui do Brasil percebemos que há um cena muito qualificada em seu país. Voltando nosso olhar aos jovens, você sente que há uma nova geração interessada em fomentar o nosso mercado na Espanha e na Europa como um todo?

Definitivamente, o Brasil é uma cena crescente, grandes clubes e muitos DJs/produtores bons. É só uma questão de tempo para que isso aconteça.

Trabalhar como DJ exige um grande preparo emocional para lidar bem com as turnês e longos períodos longe de casa. Como você busca manter sua saúde em meio a tantas viagens? Isso é um grande desafio pra você?

Foi mais um problema do passado, hoje em dia eu tenho treinado e feito exercícios todos os dias, o que ajuda com a minha saúde no geral e com a resistência aos finais de semana pesados. Comer bem e saudável é essencial também.

Falando um pouco sobre sua experiência como DJ em grandes clubs e festivais… quais são suas melhores lembranças?

O Main Terrace da Space Ibiza. Tenho tantas lembranças maravilhosas desse espaço, foi especial para mim. Tocar no Coachella em 2015 também foi uma grande conquista e tenho belas lembranças.

A decisão de se dedicar plenamente a música eletrônica é uma tarefa bastante complicada, principalmente quando há a possibilidade seguir uma carreira “normal”. Como foi esse processo pra você? 

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Fale um pouco sobre seus trabalhos com a Fayer e planos para 2018 com a marca

Os eventos estão indo muito bem. Em 2017, recebemos Dixon, Maceo Plex, Adriatique, Tiga e muito mais em Valência, minha cidade natal. Também tivemos nossos primeiros showcases em Barcelona e Moscou. Este ano, receberemos Stephan Bodzin, no dia 3 de fevereiro, com seu incrível live e novos projetos saindo nos próximos meses. 

Por outro lado, estamos trabalhando tão duro também no label Fayer. Para este 2018, temos uma novo lançamento para sair no dia 16 de fevereiro. Originais de Desert Sound Colony e excelentes remixes de Denis Horvat, HOSH e The Drifter. Vai sair também um grande álbum de um artista muito talentoso. Não posso dizer mais.

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Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Tudo.

A música conecta as pessoas! 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n’ Lights Management.

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