Alataj entrevista GROJ

Aberto as mais diversas possibilidades criativas, GROJ conquistou um perfil aclamado pela indústria musical com pouco tempo de carreira e muito disso deve-se ao caráter quente e emotivo de suas produções, amplamente apoiadas por gravadoras do calibre de Fryhide e microCastle.

Jedi, seu principal sucesso até aqui, conta com a colaboração de HOSH, um dos principais players da eletrônica mundial e grande incentivador de sua música. Além de produzir suas faixas e tocar como DJ para diferentes públicos, GROJ também é cantor e faz de sua voz um dos pontos altos dos trabalhos lançados até o momento.

Vindo de uma família de artistas artesãos, GROJ é o tipo de profissional que sabe da importância de reinventar-se para criar algo impactante a cada novo trabalho. De sua base em Montreal, ele segue empurrando limites e buscando sua evolução constante, que deve alcançar novos patamares em um futuro breve. Quer saber mais sobre o artista? Confira o bate-papo que tivemos com ele:

Alataj: Olá, Groj! Tudo bem? Obrigado por falar conosco. É possível dizer que o fato de você atuar em diferentes frentes artísticas ligadas a música contribui para que o seu perfil artístico resulte em algo mais original e evoluído?

GROJ: Olá, obrigado por me convidar. Acho que escrever música é uma atividade muito complexa e a parte mais difícil é fazer algo simples no final. Antes que alguém possa chegar lá, é preciso saber como o som se transforma, como ele entra no cérebro, como as regras musicais foram decididas, qual música começou, onde e porque, o que torna a música divertida, triste ou memorável… Observá-la de todos os ângulos possíveis não é perda de tempo. Acho que ajuda a entender como a música realmente funciona, assim você não tem medo dela e de brincar com seus limites.

Percebo que boa parte das suas faixas possuem uma atmosfera bastante emocional. Tocar o coração das pessoas é um de seus grandes objetivos ao produzir música?

A música tem muitos poderes. Ela está intimamente ligada aos nossos centros emocionais – pode ser escrita em uma forma que assuma nossas emoções, como nos filmes, ou pode ajudar a extrair algo de você, como na terapia. Pode ser emoções positivas também. A música pode ajudar pessoas a se sentirem muito conectadas, a pensar e a se tornar mais energizadas e focadas. Abordo a música com uma visão ampla: para influenciar seu movimento, sua mente e seu coração.

Em suas faixas com vocais, geralmente você desenvolve primeiro a parte rítmica ou tudo começa através de uma letra? Aliás, você costuma seguir regras no seu processo criativo?

Para as faixas vocais, geralmente tenho algumas linhas que me vêm à mente ou um bom arranjo musical e depois trabalho a partir daí. Eu constantemente escrevo textos e tento versos em algumas músicas. Trabalho muito na minha cabeça primeiro, porque uma vez que você começa a gravar, pode facilmente ir para uma direção diferente e esquecer onde queria chegar em primeiro lugar.

De que forma o background artístico de sua família ajudou na evolução da sua carreira? Quais foram os principais desafios que você teve de superar para seguir uma jornada na música?

Eu acho que minha família me expôs a muita música e arte, mas o mais importante é que eles nunca me disseram que eu não poderia fazer. A forma como interagimos como família, no geral, dá prioridade à criatividade, acho que é fundamental. Não conseguia parar de fazer música, mesmo durante a universidade, era irresistível. Tive que encontrar um caminho muito cedo para que ambos pudessem coexistir. A parte mais difícil tem sido aprender a manter um bom fluxo de trabalho enquanto se envolve em outros aspectos importantes da vida, estar aberto a críticas e abordar barreiras como problemas com opções de solução.

Mergulhe na essência da Anjunadeep, gravadora que concentra seus esforços em um som melódico e emocional.

O que você pode nos contar sobre a cena de Montreal e do Canadá como um todo? Eu tenho conversado com alguns artistas canadenses nos últimos anos e eles me trouxeram alguns pontos de vista interessantes. Qual é o seu?

Eu acho que a cena aqui em Montreal é saudável e está crescendo rapidamente. Há muitas coisas interessantes acontecendo e uma boa escolha na música para ver toda semana. É legal, porque a cena está na encruzilhada entre Europa, EUA e Canadá, então há muito para aprender – a música soa menos elitista do que a Europa, mas atinge mais profundamente do que a música dos Estados Unidos.

Qual foi o exato momento que você percebeu que a música seria mais do que uma paixão e se tornaria sua profissão?

Tudo ficou muito claro para mim quando conheci meu empresário e vi o que ele poderia fazer com os artistas. Nunca pare de fazer música para si mesmo ou para seus amores, mas quando você decide parar de fazer música só para você ou seus amigos e pensar em todo mundo, você começa a pensar como um profissional.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa na sua vida?

Música é ótimo para conectar-se com o mundo, para sentir-se compreendido e relaxar um pouco. É também uma forma de dizer coisas que nem sempre posso dizer. É uma forma especial de comunicar e sentir a união.

A música conecta.

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Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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