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O ano de 2017 tem sido maravilhoso para a house music internacional, especialmente pela injeção de ânimo aplicada por uma legião de jovens DJs e produtores de diferentes partes do mundo. Alguns deles nós já falamos por aqui – Harrison BDP, Black Loops, Mall Grab, Denis Sulta, Balta – e outros vão pintar em breve. A bola da vez é a canadense Jayda G, destaque do último Boiler Room no Dekmantel 2017 em Amsterdam.

Jayda é canadense, original de Vancouver, mas hoje tem Berlim como sua cidade base. Suas assinatura sonora consiste em uma atmosfera flutuante entre o house e o disco, com muitas referências do século passado. Ao lado do DJ Fett Burger, Jayda comanda a Freakout Cult, seu próprio selo que já conta com releases de LNS, SJ Tequilla, Rudow e, claro, Jayda e Fett. Desde a criação do label, sete 12 polegadas ganharam a luz do dia através da curadoria da dupla.

Jayda topou o desafio de montar uma playlist exclusiva para o nosso Spotify e, de quebra, respondeu algumas perguntas sobre seu selo, feminismo no cenário internacional, Boiler Room e muito mais. Se liga aí:

1 – Olá, Jayda! Tudo bem? É um grande prazer falar com você. Artistas que vivem em uma ponte aéra constante são capazes de absorver diferentes influências. Como tem sido pra você flutuar entre Vancouver e Berlim? O que cada uma dessas cidades te ensinou de melhor?

Oi, estou bem, acabei de voltar do Canadá. É bom estar em Berlim novamente. Ambas as cidades me ensinaram muito e agora representam diferentes partes de mim. Vancouver é uma cidade muito tranquila, a natureza está em toda parte e me ajuda a me concentrar, é também um lugar onde culturalmente sinto eu mesma. Em geral, Vancouver e a natureza do Canadá me acalmam e me ajudam a realinhar.

Berlim é um enorme centro cultural para mim. Lá eu posso me conectar com um lugar onde minha música se encaixa e está bem exposta. Ela abre o meu mundo e me permite mergulhar diretamente na cena musical.

2 – Seu set no Dekmantel foi algo absolutamente contagiante. Como foi a preparação para o evento? O que esse momento representou em sua carreira?

A preparação para o Boiler Room envolveu muita respiração profunda e eu andava de um lado para o outro, pois estava incrivelmente nervosa. Eu tinha feito um Boiler Room, mas era uma versão estúdio. Também nunca havia sido cercada por tantas pessoas com aquele tipo de intensidade antes. Foi maravilhoso e eu realmente provei algo para mim mesma, que posso empurrar meus limites e me sair bem.

3 – Percebo que há um mix de influências interessante em suas produções. Qual é o caminho que você utiliza para reunir tudo isso e construir uma história que faça sentido?

Sinceramente, não é nada especial, é o meu instinto que me conduz através das minhas produções musicais, que eu acredito que seja o elemento mais importante ao fazer música. Se soa bom e tem um bom groove, uma boa história musical, isso me representa. Espero que traduza, converse e inspire outros.

4 – Sabemos que você já colaborou com Discwoman e é vista por jovens DJs como um exemplo feminino dentro da cena. Na sua visão, o que falta para as mulheres ocuparem o mesmo espaço em relação aos homens no mercado? Você já sofreu algum tipo de preconceito por ser mulher num cenário predominantemente masculino?

Não gosto de ver isso necessariamente como falta de espaço em clubes ou na cena musical. É mais sobre construir e fortalecer a energia feminina que está em volta de nós, comemorar e trazê-la para a frente da pista e atrás dos decks. Definitivamente, acho que a cena como um todo está tentando fazer melhorias, mas acho que é muito importante lembrar de não associar pessoas de diferentes sexos ou etnias. Se você traz o calor, é o que importa.

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5 – Freakout Cult: o que você pode nos contar sobre esse projeto e a forma como ele tem sido conduzido?

Freakout Cult é uma gravadora que eu comando com o DJ Fett Burger. É uma plataforma aberta para todos os tipos de música que ambos acreditamos que deveria ser lançada. Na Freakout Cult, a música é a chave e o amor é a mensagem.

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6 – No momento, quais são suas impressões sobre o Brasil? Há planos para uma tour por aqui?

Eu espero que sim, com certeza! De longe, parece que há uma cena muito completa. Obviamente, o Brasil tem uma bela história e cultura musical, adoraria ter a oportunidade de tocar lá.

7 – Na sua opinião, qual a melhor maneira para se estar constantemente conectada com a sua base de fãs? As redes sociais são realmente essenciais nesse processo?

Eu definitivamente acho que as redes sociais desempenham um grande papel em como me comunico com a minha base de fãs. Mas, as conexões verdadeiramente autênticas são feitas pessoalmente antes ou depois de um show quando as pessoas conseguem expressar sua felicidade e gratidão.

8 – Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Tudo. Música é minha paixão e uma parte essencial da minha alma. É o que sustenta e levanta meu espírito.

A música conecta as pessoas!