Alataj entrevista Magdalena

Ao longo de 2018, Magdalena se tornou uma das players mais influentes da cena eletrônica europeia, com residência em Ibiza, diferentes projetos caminhando simultaneamente e uma efervescência criativa que se destaca mesmo entre os principais nomes do mercado. Após uma série de lançamentos pela Diynamic e seu sub label 2DIY4, ela encerrou a temporada com um EP de originais pela Rebellion, selo comandado por Damian Lazarus.

Wildlife foi lançado oficialmente no dia 14 de Dezembro com 3 faixas originais que carregam uma atmosfera melódica na casa dos 122 e 123BPM. Segundo a própria artista, essas faixas foram criadas e pensadas para aqueles momentos de maior emoção na pista, algo que ela se acostumou a entregar de forma muito precisa. Apesar do nome, nenhuma das faixas chama-se Wildife: Lizard, Elephantz e Bear’s Back compõe o release.

O lançamento pela Rebellion representa um momento importante na caminhada da DJ e produtor alemã, historicamente ligada a plataforma Diynamic. Ao colaborar com outros labels de grande porte da comunidade internacional, Magdalena expande seus horizontes artísticos e, de certa forma, busca trabalhar fora da sua zona de conforto. Antes do ano acabar, nós a convidamos para um bate-papo exclusivo e o resultado dessa conversa você confere a seguir:

Alataj: Oi, Magdalena! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Como parte da cena europeia já há alguns anos, como você avalia as transformações de público e business que este cenário passou nos últimos anos?

Magdalena: Acho que é um lugar muito animador. A música eletrônica está mais acessível do que nunca e é incrível poder compartilhar meu som e tocar em lugares distantes que eu nunca teria imaginado que eu teria fãs há alguns anos. A disponibilidade de música e software online também significa que nós estamos começando a ver mais talentos de fora da Europa.

Sua experiência frente ao EGO certamente trouxe uma visão privilegiada a respeito da cena eletrônica na Alemanha como um todo. Em um exercício rápido de memória, quais foram os melhores momentos que você viveu na pista do club?

Os melhores momentos sempre são quando as pessoas estão dançando, se divertindo e estão felizes… certo? Todas as noites que fizemos em que tínhamos um espaço cheio de pessoas curtindo a música foram um destaque e um momento de orgulho na minha visão

Grandes festivais ou clubs undergrounds: qual destes dois cenários oferece a você um ambiente mais propício para o desenvolvimento de sua arte?

No inverno eu gosto de tocar em clubes, mas no verão fico feliz em tocar em lugares abertos, como um grande festival, principalmente em festas na praia como a SHADOWS durante o pôr e nascer do sol, sentindo o vento no cabelo.

Na sua opinião, quais características são essenciais para a formação de um bom DJ?

Hmm, boa pergunta. Acho que persistência, porque não é uma industria fácil de entrar, então você não deve desistir tão facilmente. Também se auto disciplinar. Seria fácil ir viajar e festar loucamente o tempo inteiro, mas você iria se queimar rapidamente e perder tempo no estúdio.

Ibiza! Ao longo dos últimos anos você construiu uma relação especial com a ilha, não é mesmo? Como você avalia as recentes transformações e o que pessoalmente você projeto para o futuro da cena por lá?

Sim, absolutamente. Comecei tocando lá em algumas festas open air da Diynamic, assim como na Pacha para o Solomun. Depois disso, comecei minha festa da Pony Farm + residência semanal na Ibiza Sonica. A mais especial de todas foi esse ano, lançando Shadows na Blue Martin. Foi o meu maior projeto e acho que nós surpreendemos a cena – foi realmente um sonho virando realidade. Tenho muitas lembranças especiais de Ibiza, é uma segunda casa.

Seu próximo release sairá pela Rebellion, gravadora que tem em seu hall de artistas nomes como Jonathan Kaspar, Davi e Be Svendsen. O que você pode nos contar a respeito da atmosfera de Wildlife?

A inspiração vem quando você pode sentir que você e o público estão fluindo com a música e como DJ sua intuição te dá a direção com as faixas. Realmente fiz para esses momentos mágicos quando estou tocando.

A MÚSICA CONECTA. 

 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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