Max Chapman é mais um talentoso artista que despontou para cena eletrônica ainda nessa década. Em 2011, com apenas 23 anos, ele intensificou seus trabalhos no estúdio e lançou seu primeiro disco. Desde então, Chapman tomou o controle de sua própria carreira e vem guiando uma jornada criativa e repleta de conquistas – até mesmo o top1 geral do Beatport ele já conquistou.

Sua história se mistura a Resonance Records, gravadora que Max decidiu criar com apenas 8 meses de carreira. Além de seu próprio selo, ele também encontrou um bom lugar para lançar suas faixas em labels do calibre de Hot Creations, Toolroom, Elrow Music, Glasgow Underground e Relief. O resultado de uma boa consistência de releases está na agenda de Max, agora com datas confirmadas por todo mundo e experiências vividas na Europa, América, Oceania e Ásia.

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Nomes como Adam Beyer, Riva Starr, Steve Lawler, Jamie Jones e Loco Dice já ofereceram suporte as suas faixas e no currículo, Chapman possui clubs como Space, Sankeys, Fabric e Privilege. Esse fim de semana ele chega ao Brasil para tocar no Green Valley, mas antes disso tivemos a oportunidade de um bate-papo. Confira como foi:

1 – Olá, Max! É um grande prazer falar com você. Você tem um catálogo com releases em selos grandes, entre eles Relief, Toolroom, Hot Creations e Elrow Music. Em meio a um calendário com tantos lançamentos, como você busca criar uma emoção em particular pra cada um?

Eu não diria que eu sempre quis alcançar uma emoção particular quando começo uma faixa, o que vocês ouvem é exatamente o que vem naturalmente de mim tocando no estúdio. Alguns sons e faixas funcionam, outros não – aqueles que vocês ouvem como lançamentos são os mais completos.

2 – Você lançou seu disco com apenas 23 anos, não é mesmo? Agora, mais maduro e experiente, como você enxerga seus primeiros trabalhos? Seu estilo de produção mudou muito?

Espero que sim! Tudo o que faço no estúdio é autodidata, então, se você passar pelo meu catálogo, você pode ouvir o desenvolvimento do meu som. Eu não posso dizer se é o caminho certo para produzir, mas funciona para mim.

3 – Ressonance Records é um projeto que se desenvolveu paralelamente com a sua carreira praticamente desde o início. Gerenciar um selo, mudou a forma como você enxerga a música enquanto produto? Qual é a chave para ter uma quantidade de lançamentos atrativa, mas ainda assim artisticamente forte?

Estou mais ciente do efeito que a pirataria tem na indústria depois de estar à frente de um label. Acho que você só precisa ser seletivo com as faixas que você lança e manter uma programação de lançamentos rígida. Se você se limitar a um lançamento por mês, você só vai escolher os 12 melhores lançamentos a cada ano, enquanto que se você estiver lançando um por semana, você se encontrará tentando preencher lacunas, principalmente como um label menor.

4 – Todo DJ possui algumas “bombas secretas” em seu case. Atualmente, quais são as faixas que não falham para você?

Ultimamente, se eu fecho a noite, toco Glue do Bicep. Funciona como um deleite todas às vezes.

5 – Percebo que a cena britânica tem sofrido bastante com a especulação imobiliária nos últimos anos. Na sua visão, quais caminhos podem solucionar esse problema por aí?

É difícil ver todos esses clubes fechando, mas acho que a cena se adaptará e evoluirá. A dance music está maior do que nunca, não vai desaparecer por causa de alguém construindo novos apartamentos.

6 – Quão animado você está para essa gig no Brasil? O que você tem ouvido falar a respeito da cena brasileira?

Muito animado! Ouvi falar que a cena no Brasil é muito boa e o Green Valley parece insano.

7 – Seus últimos meses foram agitados, com muitas gigs fora de seu país de origem, não é mesmo? Como você tem buscado equilibrar produção e tours em meio a um calendário tão disputado?

É difícil! Tento usar o tempo que eu viajo para trabalhar na música. Terminei várias das minhas faixas mais recentes em movimento, e não vou para o meu estúdio em casa há dois meses.

8 – Nós enxergamos a música como uma forma de conexão entre as pessoas. E você, como a enxerga?

Definitivamente. É uma ótima forma de fazer novos amigos também – alguns dos melhores parceiros que tenho, conheci através da música. Estar em uma casa noturna  é o meu lugar preferido no mundo.

A música conecta as pessoas!