Alataj entrevista Nicolas Rada

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Oriundo de uma tradicional escola argentina ligada a sons melódicos e emocionais, Nicolas Rada é um talento que há muito tempo vem sendo lapidado através de importantes lançamentos por selos como SudBeat Music, Balkan Connection, Balance Music e mais recentemente a The Soundgarden, esses dois últimos comandados pela lenda Nick Warren

+++ Falamos com Nick Warren, um dos símbolos do Progressive House.

O seu último trabalho lançado pela The Soundgarden é o seu terceiro álbum de estúdio e traz uma temática bastante conectada com vida e carreira. Vida, pois há uma inspiração clara e evidente na aviação, uma das grandes paixões de Nicolas. Carreira, pois representa um momento bastante especial para o produtor, maduro e consciente de seu perfil sonoro e cada vez mais relevante a nível internacional.

Resilience é formado por 12 faixas originais que variam entre o Electro e o Progresive House. Dos 105 ao 122 BPM, este é um álbum para diferentes momentos e abordagens, para artistas e ouvintes que apreciam uma temática mais pautada na emoção e na construção de melodias bem trabalhadas. A nosso convite, Rada falou com exclusividade sobre o álbum. Confira:

Alataj: Olá, Nicolas! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Resilience está próximo de ganhar a luz do dia pela The Soundgarden. Do ponto de vista pessoal e profissional, o que este trabalho representa pra você?

Nicolas Rada: Olá! Obrigado por essa entrevista, é um prazer. De ambas as perspectivas, ele representa muito. A música é muito importante para mim. Estou muito orgulhoso do crescimento profissional. Quando a reflexão pessoal, às vezes, você tem momentos na vida que te marcam e, então, a música aparece. ‘A resiliência foi definida por muitos como a capacidade de recuperar-se de contratempos, adaptar-se bem às mudanças e continuar enfrentando as adversidades’. Para mim, é minha recuperação e capacidade de transformar coisas ruins em música. Atingir isso é um tipo de bênção.

Produzir um álbum significa estar apto para se aprofundar em histórias e trabalhar com abordagens não necessariamente ligadas a pista de dança. Como você trabalhou essas questões ao longo das 11 faixas que compõem este novo trabalho?

Quando decidi o que eu queria fazer, foquei nas três primeiras faixas, deixando-as downtempo como uma introdução ao álbum. Eu sabia que precisava começar assim, então já sabia que não seria necessariamente ligado a pista de dança. Libertei minha mente, relaxei e comecei a produzir. Pensar assim me inspirou, principalmente com faixas como Narita, Borealis e Gravity (nas quais Eleonora me ajudou com os vocais).

Depois, tentei mesclar as faixas de downtempo com faixas de deep house ou progressive house, assim produzi Vantaa e Aleppo, que são as faixas que conectam as duas partes do álbum. Tentei produzi-las sem kick e isso fez a diferença. Quando mixei a primeira vez, percebi quantos minutos eu tinha, então decidi fazer mais uma para completar, foi assim que Lonosphere apareceu.

Depois de ouvir toda a mixagem, terminei o álbum e fiquei super satisfeito com ele.

Sobre sua paixão pela aviação: é possível dizer que isso impacta diretamente sua criação? Essa questão, pelo jeito, influenciou bastante Resilience, visto nome de algumas faixas, certo?

Sem dúvidas! Como eu disse, uma paixão ajudou a outra. Para os nomes das faixas, conectei a elas sensações que eu sinto ao voar e assim aconteceu.

O que exatamente a figura de Nick Warren representa pra você?

Nick sempre foi um DJ representativo no meu mundo da música eletrônica. Quando nos conhecemos, descobri e percebi que há algumas pessoas em que você deve prestar atenção e aprender muito com elas. Ele é uma pessoa excelente.

Tanto a aviação quanto a música, oferecem carreiras que exigem um grande esforço físico e psicológico, isso sem falar do tempo fora de casa. Como você lida com tudo isso?

Apenas tento olhar para frente. Fazer música e voar da forma que gosto.

Segundo o dicionário, resiliência é a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Você tem alguma história pessoal importante entorno desta propriedade?

Não gosto de falar sobre meus problemas pessoais, mas sim, como eu disse no começo, A resiliência transformou alguns momentos ruins em música. Música boa, eu acho.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Representa a minha vida. Vivo pela música. Amo música.

A música conecta.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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