Com quase 10 anos de estrada a Kitball segue se reafirmando como uma das principais labels da Europa. Em sua caminhada ela é reconhecida como uma label visionária, que aposta em novos talentos e presta um serviço de apoio intenso em todos os seus lançamentos. Na lista de artista que já passaram por lá estão nomes como Tube & Berger, Ida Engber, Hector Couto, Cuartero, Chemical Surf, Wild Culture e PAJI, apenas para citar alguns. O nome por trás de todo esse trabalho realizado com muito amor é a alemã Juliet Sikora, que também entrega seus releases ao selo. As vésperas da Kitball completar 10 anos conversamos com Juliet para saber um pouco mais sobre sua carreira e seus desafios.

1 – Olá, Juliet. É um prazer falar com você. Você aprendeu a tocar piano antes de se envolver com a música eletrônica. Como esse instrumento ajudou na sua evolução dentro da produção musical?

Ele ajuda muito! Com ele consigo treinar o meu ouvido e entender mais o que estou produzindo. Meus pais sempre me incentivaram a aprender e meu processo de produção tem se tornado muito mais fácil com ele.

2 – Além dos palcos, você sempre esteve envolvida nos bastidores da música eletrônica. Como você consegue conciliar todas as suas funções?

Até hoje eu sempre consegui lidar com tudo isso, mas agora minha carreira de DJ está crescendo bastante e para me dedicar 100% a outras funções está difícil. Então, estou terceirizando algumas partes da Kitball.

3 – Fale um pouco mais a respeito do projeto “IT BEGAN IN AFRICA”.

2009 foi um ano de muitos samples africanos. Tube & Berger começou a trabalhar em uma faixa usando um desses samples e nós não sabíamos a origem dele. Depois que descobrimos a origem desse sample decidimos pela doação do dinheiro ganho em cima dessa track e também pela criação de um projeto de caridade. Nós planejamos lançar a IT BEGAN IN AFRICA VOL.3 em 2016. Assim a história continua!

4 – A Kitball hoje é sem dúvidas uma das principais labels da Europa. A label apresenta uma identidade bem interessante e ainda assim consegue trabalhar com estilos diversos. Fale um pouco mais sobre seu trabalho com o selo e quais são as novidades para o restante de 2015.

Manter a label atualizada é realmente muito difícil. Precisamos ter a certeza que estamos ouvindo algo muito especial ou que tocaríamos a faixa em um club, só assim decidimos lança-la. A opinião de todos da equipe é importante nesse processo. Esse ano nós estamos comemorando os 10 anos do selo e temos o nosso release 100 também, em Setembro. Os próximos EP’s devem ser de Joeski, Moonwalk, Piemont, Sascha Braemer, Hanne & Lore, Tube & Berger e claro, algo produzido por mi.

5 – Nos últimos anos a música eletrônica teve um grande crescimento. Com isso, todos os dias novas pessoas estão interessadas em consumir novos artistas. Como lidar com esse público que vem de outras cenas e pouco conhece sobre a cultura eletrônica?

Temos que manter nossa mente aberta, a música eletrônica representava um nicho no passado e agora temos a oportunidade de mostrar ao mundo que a nossa cena é muito mais que música gerada a partir de um computador. É uma filosofia, um estilo de vida, um sentimento.

6 – Atualmente, existe algum produtor brasileiro que tem chamado sua atenção?

Claro, o Brasil tem produtores incríveis. Kitball também já esteve junto com alguns desses talentos como Volkoder e Chemical Surf. São produtores talentosos, com uma música incrível.

7 – Para encerrar, uma pergunta que sempre faço. O que a música eletrônica representa na sua vida?

É grande parte da minha vida, é a maneira que eu vivo. Ela abre minha mente e define o que eu sou como pessoa. A música eletrônica é profunda em meu coração!