Alataj entrevista Rocksted

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Os últimos meses tem sido bastante especiais e importantes na carreira de um artista brasileiro que, pouco a pouco, vem ganhando visibilidade nacional e até mesmo conquistando o carinho e a atenção de alguns artistas globais – estamos falando de Rocksted. Com apresentações agendadas em grandes festivais neste ano, como a edição de número 150 da XXXPerience e o Rock in Rio, ele também é atração confirmada no El Fortin, club onde se apresentará pela primeira vez neste fim de semana (06), quando rola mais um Winter Festival.

No estúdio, um de seus grandes parceiros é o também brasileiro Gabe, com quem já produziu diversos hits como Want You, Expressions e Rock This, que juntas somam mais de 1,5 milhões de plays apenas no Spotify. De lá pra cá, sua agenda passou a ficar lotada com diversas apresentações pelo Brasil, tornando-se um nome bastante requisitado nas principais festas do circuito nacional. O momento é ótimo e nós não perdemos a oportunidade de conversar com o produtor, que contou um pouco mais de sua rotina profissional e seus projetos paralelos, como o b2b com FractaLL e sua gravadora/festa Klandestine. Confira:

+++ Um bate-papo sobre o futuro do tech house no Brasil!

Alataj: Olá, Rocksted! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Você já vem produzindo há mais de 10 anos, um tempo considerável… conta pra gente como foi seu início e os desafios que você enfrentou para se estabelecer no cenário?

Meu início foi um duo com o Lucian (FractaLL), que se chamava Fractal System, e o estilo predominante na época era o electro house. Quando houve a queda do estilo e o surgimento do “EDM”, englobando alguns gêneros musicais parecidos, decidimos parar e trabalhar com outras coisas, encerrando nosso projeto. Quatro anos atrás começamos a trabalhar novamente, porém cada um com seu projeto solo. Desafios sempre vão existir, mas no começo os mais enfrentados são a falta de oportunidade e, muitas vezes, a falta de investimento como material profissional e etc.

Atualmente você toca nos mais diferentes lugares do país, com passagem por diversos estados brasileiros, consequentemente, lidando com diferentes públicos. O que um DJ precisa ter para se conectar com pessoas que consomem música de forma distinta?

Quando vou tocar sempre percebo que as pessoas estão esperando o tipo de som que eu produzo, e eu acho isso incrível! Mas também sempre toco músicas de outros artistas que combinam com minhas músicas e com meus sets. Tudo muda de acordo com a vibe da pista.

Quem foram suas maiores inspirações artísticas para moldar a identidade sonora que você possui hoje?

Foi algo que ao passar do tempo fui desenvolvendo, mas se for pra citar o que realmente me marca, com certeza falaria do Solomun e de muitos dos sets da Diynamic Radio Show, sempre me preocupando com os drops mais energéticos e pra cima, do jeito que o Brasil gosta.

Sem dúvidas seu trabalho ao lado de Gabe merece destaque, são várias tracks produzidas que tiveram um resultado muito positivo nas pistas. Como você o conheceu e se aproximou dele? E como flui a dinâmica criativa quando estão juntos no estúdio?

Tudo começou com uma track chamada Stationplay, que foi lançada na sua antiga label, Zero Eleven. Logo após, enviei outra track Chemical Spill e acabamos lançando essa música juntos. Na maioria das nossas tracks, trabalhamos cada um em seu próprio estúdio, pois inspiração não tem hora pra aparecer, então quando vem alguma ideia na cabeça, vou ali no meu estúdio e crio algo.

A agenda lotada já faz parte da sua vida, não é mesmo? Como você busca conciliar sua rotina profissional? Apresentações, produções, compromissos… como encontrar tempo para tudo?

Geralmente de sexta a domingo eu estou viajando pra tocar pelo Brasil. Para estar bem nas apresentações, procuro descansar o máximo possível, independente de onde eu estiver (avião, carro, hotel…), tudo depende da logística. Durante a semana, eu tiro a segunda-feira para descansar o dia todo e assistir algo ou ficar jogando. De terça a quinta são os dias que tenho para produzir, trabalhar os planos da minha carreira com meu time e também cuidar da minha label com o FractaLL, a Klandestine, onde lançamos músicas nossas e de outros artistas, sendo também uma label party que já passou por alguns dos principais clubs e cidades do país. Por enquanto esses são os meus compromissos.

E quais seus objetivos ainda para este ano? Quais projetos podem ser apontados como prioridade para essa temporada?

Além de muitas tracks assinando como Rocksted e com o novo projeto ao lado do FractaLL (pois é…voltamos), pretendo focar bastante na expansão da nossa label Klandestine.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Bons sentimentos.

A música conecta.


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