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Premiere | Sabb comenta excelente fase na carreira e se prepara para lançamento do seu debut album

O suíço Sabb pode ser apontado tranquilamente como um dos nomes mais interessantes da nova geração do tech house. Sua carreira despontou a nível global após o lançamento de One Of Us pela gigante Moon Harbour Records do Matthias Tanzmann. O remix de Dennis Ferrer para sua faixa o colocou no radar dos principais DJs do globo e desde então ele não parou mais.

Sabb é o tipo de artista que marca presença pela maturidade de suas produções e pela evolução que seus lançamentos apresentam. Não por menos, nomes como Nic Fanciulli, Noir, John Digweed, Sasha e Hot Since 82 tem declarado abertamente apoio a sua música. Seu perfil sonoro também o caracteriza bem: desde os primeiros releases Sabb impõe uma mistura de grooves, pressão e melodias bem posicionadas e isso cai exatamente como uma bomba na pista.

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Publicado por Sabb em Quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Após uma série de lançamentos em labels importantes da cena house/techno internacional, Sabb passou por um ano intenso de estúdio e então decidiu iniciar seu próprio label lançando logo de cara um esperado debut album. Radiant dá nome a ambos os projetos e promete ser mais um canal para este talentoso DJ e produtor francês explorar ainda mais sua visão privilegiada sobre a música.

O release conta com 8 músicas e já está disponível para pre-order nas plataformas digitais. O Alataj, com exclusividade mundial, oferece a premiere de Motherlove, uma das faixas mais tocantes do álbum. Ah… nós também trocamos uma ideia pra lá de experta com ele. Se liga aí:

Alataj: Olá, Sabb! Muito obrigado por nos atender. Conhecemos suas produções após releases em labels do calibre de Moon Harbour, Saved Records e Noir Music. Como exatamente você conseguiu chegar até esses labels?

Sabb: Para ser sincero, tudo aconteceu organicamente, enquanto estava ocupado no estúdio, decidi enviar música para esses selos depois de terminar as faixas e acabei assinando com eles. Eu amo trabalhar com os labels mencionados acima, eles são profissionais em nossa cena.

Ainda sobre gravadoras: o que você tira de melhor do aspecto humano do relacionamento com esses labels até aqui?

Bom, há muitas coisas que eu teria que mencionar, mas vou mencionar duas que são muito importantes: Ser profissional/correto e o amor pela música. Eles não estão neste jogo pelo dinheiro como muitos ou a maioria dos outros labels e isso os torna especiais e próximos de mim.

A maioria dos artistas busca um grande label quando está no processo de lançamento de um álbum. Por que você escolheu criar seu próprio selo e começa-lo com seu debut album?

De fato! Eu não gosto de enviar minhas músicas e pedir para as pessoas lançarem. Tive a ideia de criar minha própria gravadora circulando na cabeça por um tempo e depois que eu terminei meu álbum, enviei para Moon Harbour primeiro, Matthias Tanzmann disse que as faixas eram ótimas, mas não seria o encaixe certo para o álbum em que ele acredita. Pensei em outra coisa e não vi nenhum selo que pudesse ser adequado, pois é uma mistura de gêneros e estilos.

Foi um momento decisivo e cheguei a conclusão de que era a hora do meu selo Radiant. E honestamente, todos estavam me dizendo para não fazer o álbum como primeiro lançamento do selo, para procurar um selo consagrado… Mas eu acho que foi a decisão perfeita. O single principal Jeopardized é o número 1 no Beatport e ficou em quarto no Traxsource, entre outros. Eu não poderia ter sonhado um melhor começo para o selo e álbum.

O remix de Dennis Ferrer para One Of Us certamente é um ponto de virada na sua carreira. Como isso desenvolveu? Geralmente, qual das versões daquele EP você costuma tocar?

Depois que eu terminei One of Us dei um tempo por 2-3 dias e voltei para ouvi-la com “ouvido fresco” e minha reação foi: Sim! Enviei para Matthias Tanzmann tocar e ele respondeu dentro de uma ou duas horas que ele queria lançá-la e que ele poderia me oferecer um remix de Dennis Ferrer – minha resposta para isso foi “P*rra, sim”. Eu era um grande fã de Dennis há anos e receber um remix de um dos melhores produtores da cena parecia um sonho.

O que exatamente te influenciou no processo criativo de Radiant? Quanto tempo você precisou para produzir todas as faixas do álbum?

Minha maior influência foi nossa filhinha Leana, a qual eu também fiz uma faixa Leana’s Play, ela está cantando e tocando algumas percussões. Ela me ajudou a amadurecer e a crescer fora da minha zona de conforto. Tornar-se pai é um sentimento especial que me fez mudar muito também em termos de som.

O álbum levou pouco mais de um ano para terminar. Eu ia ao estúdio às 8 da manhã e voltava tarde da noite muitas vezes, enquanto a incrível Sophie, mãe de Leana e minha namorada cuidava da nossa bebê. Produzi cerca de 20 faixas e no final decidi as 8 que iriam para o meu álbum.

Quais são suas melhores lembranças de suas recentes passagens pelo Brasil? Na sua visão, o que o público brasileiro tem de melhor?

Um dos melhores momentos da minha turnê no Brasil e também um momento épico de carreira foi a chuva tropical que bateu na festa perto de São Paulo. Enquanto eu estava tocando One of Us, cerca de 3000 pessoas estavam cantando e dançando a música na chuva. Ninguém estava se importando por estar chovendo, como se não houvesse amanhã. Até o desligamento do som, eu tomava choque toda vez que tocava no mixer [risos]. Um dos melhores momentos da minha carreira.

Brazil ?? Muito Obrigado for this amazing couple of shows! What an amazing moment this was, playing your favorite tune under the Rain. I will never forget! ❤️

Publicado por Sabb em Quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Pouco sabemos sobre a cena eletrônica na Suíça. O que você pode compartilhar conosco em torno desse universo?

A cena da Suíça é incrível. Às vezes há dezenas de eventos em um dia. E, por exemplo, Zurique é uma cidade com cerca de 300 mil habitantes, a cena é muito versátil, educada e legal – pode ser colorida e obscura ao mesmo tempo. Você realmente consegue encontrar qualquer coisa do seu agrado em uma noite.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Muito simples, a música é a própria vida.

A MÚSICA CONECTA.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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