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São Bento do Sul no mapa da música eletrônica

São Bento do Sul no mapa da música eletrônica

Santa Catarina é um dos principais polos culturais do Brasil quando o assunto é música eletrônica. Além de uma cultura de pista muito forte que já sobrevive há vários anos, um público apaixonado e super clubs reconhecidos no mundo inteiro, temos também a força do interior, que se mostra cada vez mais evidente. Na região de São Bento do Sul, o Chakra desempenha o papel da formação e construção de um público que hoje pode dançar ao som de importantes nomes da cena nacional e internacional. O club é pioneiro em implementar tal nível de profissionalismo no entretenimento noturno da região. Conversamos com Cleberson Reitz para entender um pouco mais a história de sucesso que o Chakra tem trilhado até aqui. A música conecta as pessoas!

1 – Olá, Cleber! Muito obrigado por falar conosco. Conta pra gente como foi o começo do Chakra. Como foi o principio da história do club?

HÁ cinco anos no mesmo local onde hoje é o Chakra Club era apenas uma chácara onde os pequenos núcleos da região promoviam alguns eventos de música eletrônica, os eventos eram tão bons que conseguíamos atingir pessoas de varias cidades da região devido ao fácil acesso e também devido à falta de eventos desse gênero em nossa região.
Foi onde surgiu à ideia de abrir uma empresa e legalizar os eventos e aquela antiga CHÁCARA virou o CHAKRA.

2 – O ultimo evento de foi com o Volkoder e outros nomes nacionais importantes como o André Gazolla. Como é a relação de vocês com os artistas regionais e nacionais?

Temos uma relação muito boa com os DJS, até porque são eles os donos da festa. Buscamos atender os DJs da melhor forma possível para que sempre queiram retornar ao club, Volkoder é um belo exemplo está retornando ao club pela segunda vez e não pretendemos parar por ai a terceira já está marcada assim como os demais DJs sempre tem seu retorno garantido.

3 – Podemos dizer que o trabalho de vocês com tal profissionalismo é pioneiro em São Bento do Sul. Quais são as principais diferenças que vocês apontam no público desde o surgimento do club até o momento atual?

No meu ponto de vista nosso público evoluiu muito nesses 4 anos, sempre buscando mais informações sobre DJs e sobre a cena eletrônica, no início o pessoal procurava muito por nomes mais conhecidos – “modinha” – mas com o tempo conseguimos mudar esse conceito e hoje em dia nosso público está indo atrás de som de qualidade e não apenas nomes conhecidos. Pra mim essa é a principal evolução.

4 – No último dia 7 a casa completou 4 anos, certamente foi um evento especial. O que rolou de melhor por aí?

Todo aniversário se trata de um evento especial para nosso público, sempre buscamos novidades e novas tendências musicais, principalmente neste dia. Desta vez as Pickups foram comandadas por MATT FEAR, um britânico que tocou pela primeira vez em Santa Catarina. Na sequência veio o duo Bruce Leroys que recentemente se apresentou no Warung também. Foi uma noite inesquecível com SOLD OUT bem antes da data da festa.

5 – Recentemente o Chakra marcou presença na lista dos Top 50 clubs da House Mag. Como vocês enxergam esse reconhecimento?

Com toda certeza o reconhecimento um dia chega. No Brasil existem inúmeros clubs de música eletrônica e cada um tem o seu atrativo, estamos em um estado onde temos os melhores clubs do país neste gênero se não do mundo, entrar neste seleto grupo de 50 clubs nos deixa muito contente. Creio que o motivo vem a ser a qualidade do evento tanto em atrações quanto na estrutura, a vibe das festas e principalmente o conceito musical adotada pela casa.

6 – Para finalizar. O que vocês podem adiantar de novidades no club para esse fim de ano e comecinho de 2016? Muito obrigado por falar conosco, queremos conhecer o club em breve 🙂

O que posso adiantar de novidades é que a máquina não pode parar estamos passando por constantes mudanças na estrutura e para 2016 tem muita coisa nova por vir, sempre buscando mais qualidade ao nosso público que hoje em dia é muito exigente.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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