Alataj entrevista Tim Baresko

Em sua bio, Tim Baresko se declara como uma criança dos anos 90 que cresceu embalado entre a house music e o hip hop. O interesse pela discotecagem veio de uma vontade muito simples e verdadeira: fazer as pessoas dançarem. Assim ele comprou seu primeiro par de turntables e alguns discos. Não demorou para que a produção musical surgisse em sua vida e, dessa maneira, de uma forma muito natural, nasceu um artista.

Tim trabalhou duro para evoluir sua música até um patamar que a representasse por completo. Consistente no estúdio, ganhou a atenção de nomes importantes do cenário internacional e logo emplacou releases em labels do calibre de Cajual, Toolroom, Bedrockl, CUFF e Defected. Seus lançamentos não foram apenas uma parte do catálogo dessas gravadoras e sim um momento de sucesso para as mesmas. Com isso, Baresko logo ganhou as pistas de países como Bélgica, Inglaterra, Itália, Turquia, Alemanha, Espanha e claro: Brasil.

Por aqui, sua simpatia e simplicidade caiu nas graças do apaixonado público brasileiro, que acompanha DJs como se fossem times de futebol. Seu retorno ao país é sempre motivo de festa que se renova nesse momento com a tour apresentada pela Division Bookings que leva o DJ e produtor francês para clubs do calibre do El Fortin, aonde ele apresenta um DJ set especial nesse sábado. Antes disso, nós falamos com ele:

Alataj: Olá, Tim! Obrigado por nos atender. Seu relacionamento com o Brasil tem se tornado cada vez mais especial. Na sua visão, o que o público brasileiro tem de tão especial?

Tim Baresko: Olá. Sim, estou tocando cada vez mais no Brasil e isso é incrível. As festas sempre são boas, as pessoas são muito amigáveis e eles amam estar junto! Os brasileiros são muito enérgicos e você consegue sentir que eles realmente gostam do seu trabalho. Tenho alguns amigos ótimos no país e estou sempre animado para voltar.

Parte dos seus principais lançamentos saíram pela CUFF. De que forma o selo e a dupla Amine Edge & Dance ajudaram no desenvolvimento de sua carreira?

Tive a oportunidade de conhecer Amine & Dance na minha cidade há uns anos, estávamos tocando na mesma festa. Amine me pediu para enviar algumas faixas para ele e tive meu primeiro lançamento na CUFF. Depois disso, nos tornamos amigos, eles me colocaram nos showcases da CUFF em todo o mundo. De Nova York a Paris, 2 residências em Ibiza e algumas festas no Brasil também. Isso me ajudou a ganhar experiência e exposição em grandes festas. Espero que uma nova tour da CUFF aconteça no Brasil em breve.

Seu trabalho como um todo é muito conectado com o dance floor. Na sua visão, a principal função do DJ numa noite é colocar as pessoas para dançar?

Eu concordo que a principal função do DJ é fazer as pessoas dançarem. Quando as pessoas dançam, elas esquecem os problemas da vida, é um momento de felicidade. Se o público está dançando e a energia é boa, o DJ sabe que está fazendo o seu trabalho. Eu, particularmente, amo interagir com a pista e sempre tento surpreendê-los com algumas faixas que eles nunca escutaram antes mixadas com minhas próprias produções.

Uma nova geração de produtores tem repaginado a cena da house music ao lado de medalhões do estilo. Você também tem sentido isso? Atualmente, você acha que seu som tem se aproximado mais do house ou do techno? Isso faz alguma diferença pra você?

Há muitos novos produtores incríveis, eles trazem criatividade, novas perspectivas e novos elementos para os conceitos que foram criados por pessoas que hoje podemos chamar de lendas e isso é incrível! Eu acho que há espaço para todo mundo, pois a música é sobre paixão e partilha. No que diz respeito ao meu próprio som,  não gosto de me posicionar em um estilo, amo música eletrônica e toco estilos diferentes. Recentemente eu produzi mais tech house/techno, não sei como definir. Desde que a faixa seja boa, se é house ou techno não importa [risos]. Tenho muitas faixas novas e algumas collabs com Shiba San, Amine Edge & DANCE e Clyde P, as quais estou muito animado para mostrar a vocês.

Equilibrar uma agenda profissional junto a pessoal é uma tarefa ingrata e muito difícil. Como você busca fazer isso? De alguma maneira, você não sente que os dias, meses anos estão passando cada vez mais rápido?

É um pouco difícil quando você está viajando muito, mas há uma chance de fazer isso, então não posso reclamar. Estou apenas tentando fazer o meu melhor entre as turnês, produção musical, família, que é muito importante e amigos. O tempo voa… mas é o mesmo para todos.

Como você avalia o futuro do cenário tech house a nível global?

A cena do tech house está crescendo muito, não tanto como o mainstream, mas hoje você consegue ver as faixas de tech house com milhares visualizações na internet. Acho que está crescendo cada vez mais na América do Norte e América do Sul, assim como na Europa recentemente.

Para finalizar: qual a principal mensagem que você deseja passar através de seu som?

Estou fazendo a minha paixão, tento produzir algumas boas faixas. Se eu conseguir fazer as pessoas dançarem e ficarem felizes ouvindo o meu som, perfeito, se não, vou tentar mais.  Obrigado por me receber e vejo vocês esse sábado no El Fortin!

A MÚSICA CONECTA. 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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