Tom & Collins, nome artístico de Juan Pablo Escudero e Jorge Corral, originais do México, é o tipo de duo que convida até quem odeia EDM para eventos como EDC, pois apresentam um som experimental, animado, leve e gostoso de se dançar. Os dois começaram a tocar em festas de amigos e hoje estão assinados com a divisão de EDM da grande Universal Music – a Aftercluv – e fazem parte de alguns dos line ups mais cobiçados da indústria internacional.

O som do duo é uma mistura de deep house, com house e uma leve pegada de tech house, tudo apresentado com o estilo e referências únicas da dupla que foge da mesmice dos remixes de canções pop que rolam na grande maioria dos sets de EDM. Aqui conversamos com eles sobre seu som, sua rotina e como funciona a dinâmica de se trabalhar em dupla. Eles também gravaram um mix exclusivo para o Alaplay Podcast, que conta com um remix do brasileiro Gabriel Boni para a música “Obsessed”. A música conecta pessoas!

Como ser do México influencia sua música?

Eu acho que tem muita influencia na nossa produção musical, assim como na nossa seleção de músicas. Nós tentamos incorporar bastante percussão latina quando se trata de produção e tem diversas tracks bem longas de produtores latinos que nós tocamos nos nossos sets.

Sendo um duo, quais medidas vocês tomam para fazer com que ambas as suas personalidades sejam representadas quando vocês estão criando e tocando música?

Nosso gosto musical é similar, mesmo que cada um de nós tenha suas próprias influencias e gostos pessoais. Nós dois temos a liberdade de tocar novas tracks (que o outro não tenha escutado antes nos shows) então acho que dá para se dizer que nossas personalidades são bem representadas. Nós também criamos todas as nossas músicas juntos então nossas tracks são uma fusão das duas personalidades.

Eu amo o seu último remix de Hey Lion da Sofi Tukker, como vocês escolhem músicas para remixar? Existem pedidos específicos da sua gravadora ou é somente o que chama os seus nomes?

Normalmente, quando nós exploramos novas músicas, se a track chama a nossa atenção, nós entramos em contato com o artista por meio da gravadora e tentamos fazer nossa versão.

Eu sei que vocês recentemente assinaram com a Aftercluv, gravadora de EDM da gigante Universal Music, como funciona o processo de criação dentro de uma gravadora tão grande?

Nós temos 100% de liberdade artística, com todo o suporte e a experiência da nossa gravadora, então estamos muito felizes com a nossa relação com a Aftercluv e a sua estrutura e suas ferramentas como uma gravadora.

Vocês tem alguns grandes eventos no horizonte, EDC Las Vegas e Tomorrowland Unite em Bogotá, como estão os preparativos? É diferente do que tocar em eventos menores?

A vibe é diferente e por causa dos tempos específicos dos sets temos que nos adaptar para que nosso set seja cheio de energia, mas tranquilo ao mesmo tempo.. Dá para se dizer que é desafiador, porém muito divertido ao mesmo tempo.

Vocês já dividiram o palco com nomes como Alesso, Avicii, Sebastian Ingrosso, David Guetta e Martin Garrix. Podem nos dizer alguns artistas que vocês realmente admiram na indústria e que influenciaram o seu estilo?

Disclosure, Flume e Gorgon City. Nós amamos o fato de que eles acharam um estilo único e fresco enquanto criavam sua música e é isso que nós queremos também.

Seu calendário de turnê é bem pesado, como vocês encontram o equilíbrio entre as performances e a produção?

Bem, nós produzimos todos os dias quando estamos na Cidade do México e nós podemos tocar todo final de semana em algum lugar, então nós levamos produzir como nosso trabalho do dia a dia e as performances como diversão.

Dá para dizer que a música que vocês tocam é mais sofisticada que os remixes das canções pop que rolam em grandes festivais como o EDC, como vocês acham a medida perfeita entre o que a audiência de tais eventos querem e o que vocês realmente curtem tocar?

Todas as tracks que nós incorporamos durante nossos sets, ou remixes, ou produções próprias são tracks que nós gostamos. Então, dá para se dizer que todas elas são colocadas juntas com a cola do nosso estilo próprio. Nós não tocamos um hit somente porque é um hit. Nós precisamos ter alguma conexão com a track para que transmita um sentimento bom para a plateia e faça com que eles realmente se conectem com nós enquanto nós tocamos.