Desde o ano passado a gravadora catarinense Totoyov tem chamado a atenção com o seu trabalho que mescla boa música e uma abordagem diferente na comunicação de seus releases e podcasts. O label se auto denomina um novo planeta da música e os artistas que por lá passam são seus habitantes.

Em pouco mais de um ano de trabalho até aqui, o selo liderado pelo DJ e produtor Arthus já recebeu nomes poderosos como L_cio, Boghosian, Rods Novaes, Andre Butano, Javier Carballo e Rick Maia. O próximo release leva o nome de Africanism e será assinado por Fabiano Pit. O EP ainda conta com remixes de Agent! e Collective Machine e será o primeiro lançamento do selo que além do digital, receberá uma prensa em vinil.

Aproveitamos a boa fase do selo e convidamos Arthus para o um bate-papo sobre os planos da Totoyov para 2017. O resultado você confere abaixo:

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1 – Oi, Arthur! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Você considera sua mudança para Balneário Camboriú um ponto de virada na carreira? Quais as principais diferenças entre o mercado de Brasília e o do litoral de SC?

Olá pessoal, tudo bem! Obrigado. Sempre fui apaixonado pelo frio e isso sempre me atraiu para a região sul do Brasil. Quando finalmente consegui me estabelecer aqui, escolhi Balneário Camboriú. Aqui na região estão as melhores festas, os melhores clubes e sem falar no Ello núcleo qual sou residente, isso com certeza me proporcionou um crescimento e maturidade dentro da minha carreira.

Acho que a grande diferença esta na própria cidade, Brasilia é uma cidade planejada, la tudo funciona como é para funcionar, uma cidade muito bacana para crescimento profissional, mas em áreas totalmente diferentes das que eu busco A maior dificuldade é que infelizmente a musica eletrônica não é algo tão popular e cultural quanto o rock e outros gêneros são lá, apesar de ter o 5uinto, um clube que foi fundamental para meu crescimento e de muitos outros amigos. Aqui, desde a popularização do turismo a cultura eletrônica sempre foi forte, e a cada ano se renova e cresce.

2 – A Totoyov caminha agora para o sexto lançamento, que também será marcado por ser o primeiro com prensa em vinil. Qual a expectativa que você possui em relação a esse novo formato que vai ser trabalhado? Há pretensão de novos releases físicos daqui pra frente?

Sim, este é um ponto legal para falarmos. Estou bem ansioso, tivemos alguns atrasos que já eram esperados, mas tanto eu quanto o Fabiano Pit, artista principal do release, estamos bem entusiasmados. Nós conseguimos excelentes artistas para os remixes, com releases importantes por labels como Get Physical, Moon Harbour e 8bit. Isso vai dar corpo ao EP.

Pretendo lançar um release físico por ano. Meu foco é oferecer música boa e de fácil alcance para aqueles que passam noites em claro pesquisando. O vinil tem todo seu charme eu particularmente amo, porém nem todos podem ter o acesso. Acho que quando trabalhamos na forma digital, todos podem colaborar.

3 – A comunicação do label é um dos pontos chaves do trabalho que vem sido desenvolvido desde a criação. Qual o conceito que vocês buscam passar por trás dos desenhos e ilustrações?

O conceito foi criado junto com um amigo que gosto muito, ele fundou a Totoyov comigo e hoje infelizmente, por opção própria, não está mais conosco. Procuramos quebrar aquele “carão” e deixar algo atrativo que encante o publico. Temos seguidores de todos os tipos e todos gostam e comentam sobre o conceito abordado nas artes e linguagem. Então acho que é exatamente o que procuramos: um trabalho sério, atrativo e fora dos padrões.

Conceito visual do último EP:

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4 – Ano passado, vocês organizaram a tour do Andre Butano aqui no Brasil. Como foi essa experiência? Podemos esperar alguma outra turnê em 2017?

Foi incrível estar ao lado de um artista como ele. As vezes estamos na bolha e quando vemos um artista como o Andre Butano pensamos mil coisas, mas só estando na presença para entender o que é. A troca de experiências é impagável. E sim, já estamos com a primeira tour de 2017 em negociação com alguns clubes, sera feita com um romeno juntamente com o release do EP.

5 – Sobre os próximos artistas que irão lançar pela Totoyov em 2017, o que você pode adiantar pra gente em primeira mão?

2017 esta lindo, estamos praticamente com o catálogo fechado. Esse ano pretendemos lançar um EP por mês e posso adiantar que teremos alguns dos principais artistas nacionais, como por exemplo Aninha e Ney Faustini. Também teremos o retorno de artistas que foram fundamentais em 2016 como Dark Beat, Juliche Hernandez e Andre Butano, excelentes estreias como Dubphone e o duo brazuca Klankvol. Isso sem falar do nosso primeiro VA…

6 – L_cio, Boghosian e Rods Novaes são apenas alguns dos grandes nomes que já passaram pelo selo. Qual o segredo para conseguir tantos bons artistas em tão pouco tempo de trabalho?

Acho que o segredo está justamente na transparência, na vontade de fazer algo diferente que realmente acrescente, que seja de verdade e que a música seja o ponto chave. Eu devo muito a todos que me ajudaram e foram fundamentais para tudo isso da certo, desde o primeiro podcast assinado pelo Kaká Franco até o último release assinado pelo Javier Carballo. A minha esposa que atualmente é minha sócia, minha colaboradora Mari Miolli, que está me ajudando muito com o conteúdo da pagina e o Andre, O CARA, das masters!

Confira os previews do próximo EP:

7 – Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida? Obrigado!

Absolutamente tudo! Eu não tenho como descrever o amor, respeito, medo, alegria e todos os outros sentimentos que ela me faz sentir. Não me imagino fazendo outra coisa da vida, aposto todas minhas fichas na música.