Alataj entrevista ZAC

Entre os artistas destaques de 2018, ZAC merece uma menção pelo seu grande crescimento a nível nacional. Além de ser anunciado como parte do casting da Alliance Artists, Thiago também rodou o país com gigs em diferentes regiões, sempre se mostrando muito preparado para assumir pistas com perfis de público diferentes.

Give Me Your Arp? balançando o Warung!

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Posted by ZAC on Monday, September 24, 2018

Parte desse know how apurado que guia a carreira de ZAC, deve-se a sua larga experiência na cena nacional. Thiago atua como DJ, produtor e empresário há mais de uma década e ao longo desse período viu diferentes projetos de sua autoria e/ou participação se desenvolverem no competitivo cenário eletrônico brasileiro. Agora, mais focado em sua carreira, ZAC encara uma série de desafios que tem aprimorado seu perfil no estúdio e nas pistas.

Uma de suas recentes conquistas foi a residência na festa gaúcha Infusion, anunciada nas últimas semanas. Após tocar em uma edição especial em Agosto, a organização o convidou para fazer parte do time de residentes, que já conta com os DJs Ursound e Bills. A estreia de ZAC como residente acontece nesse fim de semana, na primeira edição do evento em Porto Alegre. Em busca de saber mais sobre seu atual momento de carreira, convidamos Thiago para um bate-papo especial. Confira:

Alataj: Olá, Thiago! Tudo bem? Obrigado por falar conosco. Tenho a impressão que 2018 foi um ano especial principalmente por você ter se encontrado musicalmente na parte de produção musical. O que você pode nos contar em torno disso?

ZAC: Olá, primeiramente muito obrigado pela entrevista, é um prazer enorme estar aqui. Realmente 2018 foi um ano especial, sou grato por ter vivido tantos momentos bons junto com as pessoas que admiram meu trabalho. Dizer que me encontrei musicalmente na parte da produção é prematuro, acredito que foi ano que um pouco do resultado começou a aparecer, tem bastante coisas que foram produzidas e AINDA não foram lançadas. Passei bastante tempo estudando e buscando evoluir minha produção, para quem faz isso, sabe que é um processo lento e de auto conhecimento, sinto-me feliz todos os dias durante esse processo.

Você é um artista experiente com uma visão privilegiada sob diferentes facetas do mercado. Quão importante esse know how é para sua evolução enquanto artista?

Eu sempre digo que sei tudo que um artista não pode fazer. A experiencia em cima e atrás do palcos ensina muita coisa, o tempo traz essa visão sobre as facetas do mercado. A importância disso tudo é a percepção de saber quem você é, nenhuma visão vai fazer você evoluir mais do que olhar para você mesmo, pro seu interior. Nenhum conhecimento sobre o mercado poder ser mais valioso do que se conhecer a si próprio.

Sua base atualmente é Chapecó, certo? Quais são os prós e contras de se trabalhar com música eletrônica nessa região? Você visualiza o futuro da sua carreira musical vivendo na cidade ou uma mudança está nos planos?

Exatamente, hoje vivo em Chapecó. Sou muito feliz vivendo aqui. A favor tenho minha família, amigos, club onde sou residente, um ótimo estúdio para trabalhar. A cidade hoje vive um momento incrível no cenário eletrônico, toda semana temos opções de boa musica para curtir. A cada 15 ou 20 dias recebemos algum grande nome nacional ou internacional, estamos participando de forma ativa do circuito mundial já faz algum tempo. Esses impactos já fazem parte da cultura das pessoas por aqui, que no momento estão respirando música eletrônica.

Eu me sinto privilegiado por viver e poder tocar com frequência aqui, sou muito feliz por isso! Mesmo assim, a mudança pode acontecer a qualquer momento, estou trabalhando numa intensidade forte para mostrar minha música para o mundo, quando você faz isso, não pode ter medo de mudar de cidade. O ponto contra é que o inverno costuma ser rigoroso e prejudica um pouco o aeroporto.

Entre os lançamentos que você disponibilizou em 2018, qual foi o mais desafiador? Você tem uma track preferida ente as suas?

Mais desafiador foi fazer a track Cobra. O Leo Janeiro e o Albuquerque queriam assinar outra faixa já pronta para o Warung Recordings, mas eu me auto desafiei a fazer uma nova no tempo de 15 dias. Este desafio foi o mais legal de participar, fazer uma musica com um novo conceito, colocando tudo que você sabe em um só projeto é algo que me deixou super feliz com o resultado e com certeza coloca ela entre as minhas preferidas. Hoje as que mais tenho tocado são a Cobra e a Juego Mortal, essa segunda é unrelesead da Beatboutique, acredito que vai sair somente em Março.

Atualmente, como funciona sua rotina de compromissos ligados a música? ZAC e Amazon são suas prioridades ou você possui outros projetos em andamento?

Hoje minha prioridade é o ZAC, porque o Amazon é uma empresa que tem 10 anos, conta com ótimos profissionais trabalhando e uma equipe que já sabe o que precisa fazer. O ZAC, não sei ao certo o que precisa fazer, estou me descobrindo. Todos os dias aprendo algo novo comigo mesmo, estudando e testando.

Minha rotina é simples, uso o inicio da semana para produzir musicas, dar o máximo dentro do estúdio produzindo e o final de semana para pesquisa, organização dos sets e alguns ajustes finais. Quando você entra de cabeça no mundo da producão, o grande desafio é manter a qualidade dos sets. Eu sou DJ, gosto de ser influenciado pela música dos outros, amo pesquisar. Já cometi erros em sets por ter passado a semana toda produzindo e esquecido de estudar as musicas. Estou em busca desse equilíbrio!

Infusion! Desde o primeiro contato até então, como tem sido seu relacionamento com staff e público da festa? O que representa pra você essa nova residência?

Acredita em amor a primeira vista? Eu não imaginava o quanto bom seria tocar na Infusion, lembro bem quando cheguei no evento e entrei na pista, foram poucos minutos para perceber que a energia era incrível e seria uma noite acima da média. Me concentrei para entregar o meu melhor, deixei toda minha energia ali. Eu me doei 100% para o publico!

Meu relacionamento com staff é quase que diário, estou ali sempre disponível para ajudar os meninos a entregar pro publico o melhor da Infusion. Acredito que meu papel como residente é não somente tocar, mas estar do lado deles sempre quando precisem, orientando e trabalhando para que a festa tenha um crescimento adequado e saudável. A residencia representa responsabilidade, hoje carrego a marca comigo, tenho que representar essas pessoas da melhor forma possível.

ZAC – INFUSION

Que noite tivemos na Infusion! Fizemos história juntos, uma conexão musical que tive o prazer de viver. Uma energia que nao se entende, se sente! Muito obrigado! ❤

Posted by ZAC on Monday, September 10, 2018

Na sua opinião, quais foram os grandes destaques da música eletrônica nacional e internacional em 2018?

O destaque nacional foi VA Sand & Sighs, do Warung, que mostrou uma evolução incrível de artistas nacionais, que produziram musicas para o mundo. Destaque internacional o album Moments of Clarity do Eelke Kleijn, uma verdadeira obra de arte.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

A música representa as sensações e sentimentos da minha vida!

A MÚSICA CONECTA.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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