Alataj entrevista Zagonel

A marca Warung Beach Club representa muito para o desenvolvimento artístico da música eletrônica no Brasil e isso é inquestionável. Paralelamente a isso, sempre é válido analisar algumas facetas do trabalho do club enquanto business e dentro desse panorama o Warung Tour é certamente um dos grandes cases de sucesso frente aos eventos independentes e em 2018 completou X anos de atuação.

A imagem pode conter: céu, nuvem, atividades ao ar livre e natureza

De norte a sul do país e em algumas das pistas mais importantes do mundo: o conceito de festa e som do Warung Beach Club pulsa forte mesmo fora da Praia Brava e os resultados expressivos alcançados pela equipe do club são frutos de um intenso trabalho e esforço para que as cidades que vão receber a tour, possam sentir ao menos parte da energia que é compartilhada a cada nova noite no templo.

Zagonel, um dos líderes deste projeto, é um grande conhecedor de cada etapa do trabalho que é necessário para entregar este formato de evento. Da produção ao artístico, muitos detalhes precisam ser acompanhados para que tudo transcorra bem. A nosso convite, ele respondeu uma entrevista exclusiva sobre parte do que foi feito até aqui e nos revelou alguns detalhes importantes dessa jornada chamada Warung Tour. Confira:

Alataj: Olá, Zagonel! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Podemos começar falando sobre a concepção da ideia do Warung Tour. Quando tudo começou? Quais foram as primeiras cidades a receber o evento?

Zagonel: Obrigado Alataj por sempre nos dar o espaço e a oportunidade de falarmos um pouco sobre o Warung. Bem, o Warung Tour surgiu da ideia de levar a marca a todas as partes do Brasil e do mundo, transportar a essência do club a locais e cidades distantes da nossa sede, Itajaí. Os primeiros eventos foram produzidos no Rio de Janeiro e no estado de São Paulo. O que antigamente eram 5, 6 eventos anuais hoje transformaram-se em 30, 35 eventos por todos os cantos.

A gente que mora pertinho do Warung não tem a real dimensão da importância desse evento para o público do club que mora longe, muitas vezes em outros estados. É possível dizer que criar o Warung Tour foi uma maneira do club se conectar de forma mais genuína com sua base de fãs?

O Warung tem muitos fãs espalhados pelo país e a grande maioria tem poucas chances de frequentar o club com frequência, seja por questões de agenda ou financeira mesmo. O Warung Tour serve para suprir essa carência e presentearmos todos os amantes da música com um evento que represente toda a atmosfera que o club possui. Procuramos nos inteirar de cada particularidade das cidades que sediam a tour e adequamos toda nossa comunicação e ações para que o público tenha a mesma experiência de frequentar nossos eventos no club.

Quais são são os principais desafios que vocês enfrentam ao tentar transportar a atmosfera de um lugar único como o Warung para outras cidades do Brasil e do mundo?

O principal desafio é superar as grandes diferenças culturais e costumes de todas as regiões que desembarcamos. O Brasil é um país extremamente grande e extenso, vamos a estados e cidades onde a cultura da música eletrônica é rara, com poucos eventos até muitos casos onde há cidades que sequer um club de música eletrônica possui. Por isso temos que saber ao certo como abordar o público do local, despertar o interesse e a curiosidade de fazer parte dos nossos eventos. Nossa principal conquista é entregar um evento único e conquistar cada vez mais adeptos pelas cidades e estados que passamos.

Quais características vocês consideram essenciais em um promoter ou club para que ele possa levar a o Warung Tour para sua cidade?

Estamos trabalhando, esse ano em especial, com eventos próprios. Ou seja, em locais de eventos e não em clubs. São raros os clubs que hoje sediam o Warung Tour e todos que ainda fazem possuem a identidade e conceito do club. O Warung Tour não é um produto que está na prateleira, á venda. Fazemos com quem acreditamos, confiamos. Buscamos sempre os principais parceiros locais e que acima de tudo entendam e vivenciem nosso conceito, só assim teremos uma sinergia para entregar um evento de qualidade em todos os aspectos.

O Warung participa ativamente da escolha do line up ou a curadoria é algo que está mais nas mãos do produtor regional?

Trabalhamos de forma conjunta, sempre oferecemos aos parceiros locais as melhores opções de artistas disponíveis dentro da realidade de cada um. A decisão final dos residentes acaba sendo do parceiro, pois cada cidade tem sua particularidade e cada artista tem seu apelo maior ou menor em cada região. Por isso deixamos isso a cargo de cada um, afinal são eles que vivem o dia a dia da cidade e consequentemente tem a visão do que pode ser bom ou novo para o evento. Obviamente cuidamos disso com a maior atenção, afinal a qualidade musical sempre foi e sempre será a nossa marca.

Segundo semestre de 2018 e 2019. Quais são os planos do Warung Tour para o futuro?

Estamos expandindo a marca cada vez mais para o exterior, principalmente para a América Latina, onde temos uma grande base de fãs. Ano que vem promete grandes novidades, já que estamos planejando eventos em diversos países próximos e com grande possibilidade de contarmos cada vez mais com os brasileiros em nossos eventos no exterior também.

Para finalizar, uma pergunta clássica aqui do Alataj. O que a música representa em sua vida?

É sempre difícil pensar em uma só, pois acredito que a música tem o seu momento e cada uma representa uma parte da sua vida. Mas se tivesse que citar uma diria Enjoy the Silence – Depeche Mode.

A MÚSICA CONECTA. 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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