Esse ano já escrevemos sobre a importância dos showcases no club, inclusive 2015 tem sido um ano especial nesse sentido para o Warung. O club já recebeu Watergate, Crosstown Rebels, Diynamic e se prepara para receber D-EDGE e FACT nos próximos meses. No último fim de semana, as duas pistas do club foram assinadas por marcas que tem feito um bom trabalho em prol da evolução da cena nacional e internacional e o saldo mais uma vez foi muito positivo.

As três últimas apresentações de Mano Le Tough no club – especialmente a última – o credenciaram ao status de super star. O resultado dessa legião de fãs que o irlandês construiu em suas passagens pelo Templo refletiu na lotação que o club recebeu no último sábado. Pouquíssimas vezes vimos o Warung com tanta gente. Era necessário escolher uma pista, um bom lugar e não sair mais dali. Portanto, cravamos os pés no Inside e acompanhamos praticamente do começo ao fim as apresentações dos 3 gringos convocados para comandar a noite por ali.

Mesmo sem presenciar os acontecimentos do Garden, é importante ressaltar o bom trabalho da 24bit no mercado nacional. Também foi legal observar o retorno de Antonella Giampietro ao club, em um b2b com Aninha. A estreia do duo Touchtalk – que inclusive já lançou pela Alaplay Records – e o retorno de HNQO renderam muitos elogios na web.

De volta ao pistão, por conta das grandes filas, infelizmente perdemos o warm up de Danee. O artista tem se tornado um verdadeiro mestre na arte de preparar a pista principal do club, esperamos vê-lo em ação dia 5 de Setembro, onde ele repete a dobradinha de sucesso com Cattaneo. Podemos acompanhar grande parte do set de The Drifter, ao lado de Mano ele era o nome que mais nos despertava interesse na noite. Amigo de infância de Le Tough, eles foram responsáveis por uma importante evolução na cena de Dublin. Nos últimos anos conquistaram alguns polos da música eletrônica europeia, entre eles Berlim. Durante suas duas horas de set podemos ver o mix de influências que o definem como artista. Uma construção muito consistente e coerente com o que estava por vir.

Baikal entrou as 2 da manhã e deu uma roupagem sonora um pouco diferente do que imaginávamos para o momento, ainda assim foi agradável presenciar seu set. O artista optou por uma linha mais intensa e fez bastante uso de breaks longos, que parecem funcionar muito bem junto ao público do club. Mano Le Tough entrou as 4 e realizou o que foi até hoje o seu set mais versátil no club. Tocou de Maceo Plex a DJ Koze em uma construção que não registrou uma progressão nítida de se observar, mas que primou por um excelente repertório. A cereja do bolo veio ao final do set, com a versão original de “Pyramid song” do Radiohead.

Mais uma vez Mano provocou um mar de sensações aos que estavam na pista e escreveu mais um belo capítulo em sua história no club. Quanto ao Baikal e The Drifter, os depoimentos postados por ambos em suas redes sociais parecem comprovar o quão divertida foi a noite, para nós e pare eles.

A agenda do club reserva mais uma noite especial no próximo dia 1º. D-EDGE e Warung unem forças para uma noite que traz os aguardados retornos de Gaiser e Amirali. Os amigos Doriva Rozek e Wilian Kraupp também enriquecem o line up. A música conecta as pessoas!