Quis o destino que o Warung comemorasse seus 13 anos em um sexta-feira 13. Como o fiel público da casa parece não ter medo de assombração e o line up trazia uma verdadeira seleção de artistas, tivemos casa cheia, na medida certa.

Importante destacar o “na medida certa”. Diferentemente de outras datas disputadas do Warung, essa noite aparentemente não houveram problemas com filas, lotação nas pistas e falta de espaço para dançar. Tanto no Inside, quanto no Garden, tivemos a possibilidade de escolher um lugar tranquilo, sem empurra empurra e com bastante conforto para curtir essa noite.

Desde a nossa chegada ficamos a grande maioria do tempo no Inside. Mas no Garden vale destacar a sequência Conti&Mandi, Dashdot e Gabe, que deixou a pista fervendo para o retorno do projeto Art Department, agora só com Jonny White. Ele por sinal, protagonizou alguns momentos bem interessantes, nos instantes que tivemos na pista.

Por motivos de logística perdemos o warm up de Leozinho, mas conseguimos chegar a tempo de acompanhar ao menos 80% do set de Shall Ocin, grande novidade da noite. Pode-se dizer que ele fez exatamente o que era esperado de sua parte. Apresentação bastante intensa, ora tech house, ora techno, em uma linha que se assemelha muito ao chefão de sua gravadora, Ellum. Particulamente, achei o som fora de propósito para o horário. Uma linha musical tão forte não combina com uma pista que ainda se encontrava com pouca gente e praticamente sem clima.

Mano Le Tough retornava ao club depois de duas apresentações memoráveis em 2015 e o lançamento do álbum Trails, no começo de Setembro. O irlandês chegou mostrando ao que veio. Logo de cara tocou o remix de Barnt para Loud Places, do Jamie XX, surpreendendo aos que estavam presentes. Dai em diante seu set alterou momentos mais instropectivos e outros mais intensos, já numa preparação para a chegada de Maceo Plex. Apesar de ter sido uma boa apresentação, Mano não teve o mesmo brilho de noites anteriores, ainda assim cumpriu muito bem o papel que lhe foi dado para ocasião.

Coube a Maceo Plex a responsabilidade, pelo segundo ano seguido, de fechar a pista em uma das noites do aniversário. O boss label da Ellum estava acompanhado de Shall Ocin, com quem executou alguns momentos de b2b. As 3 primeiras horas de set foram destinadas a novidades, faixas unreleaseds da gravadora e poucos hits – “Solitary Daze” e “Conjure Dreams” foram os 2 únicos talvez. Com o sol desbravando o pistão do templo, vieram uma enxurrada de clássicos. Antes deles, vale descatar o remix de Four Tet para “Opus” do Eric Prydz, aquela faixa com break de 3 minutos. A pista explodiu com os remixes de Maceo Plex para “The Warden”, “Again” e “Sordid Affair”. Com o relógio se aproximando das 7 da manhã, veio aquela sensação que tal experiência não poderia ser vivida em outro lugar, a não ser no Warung.

Não fomos a segunda noite de comemoração. Mas ficamos impressionados com os vídeos de Seth Troxler no Garden, esbanjando repertório e mostrando por que é um dos grandes nomes da história da dance music. A estreia de Capriati também foi muito elogiada, o italiano deve retornar em breve para comandar mais uma noite no Warung.

Atenções voltadas para a temporada de verão do club, que começa no próximo dia 5 com Jamie Jones e Adana Twins. Apesar da programação de Dezembro trazer nomes como Cattaneo e Dubfire, o destaque ficara para os 3 primeiros meses de 2015. Luciano, Bob Moses, The Martinez Brothers, Nicole Moudaber, Catz N Dogz, Carl Craig, Dixon e outros diversos nomes estarão comandando os 2 palcos do Warung. Simplesmente imperdível. A música conecta as pessoas!