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SPE 2018 | O mercado mudou e a Gigloop é parte dessa mudança

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Por Felipe Callado

Vivemos tempos de grandes mudanças, que vem acontecendo em um ritmo cada vez mais rápido. Vejam só: há exatos 18 meses (sim, meses) eu lembro estar discutindo com sócios de um evento sobre o Snapchat como uma ferramenta de promoção. Um ano e meio depois eu pergunto, quem hoje usa o Snapchat?

Essa velocidade implacável das mudanças afeta sem dúvida todos os mercados e deixa todos nós, empresários, funcionários e investidores de cabelo em pé. Isto porque diminui consideravelmente um fator determinante dos negócios: segurança. E como em todos os mercados, na música eletrônica não podia ser diferente. Nos últimos anos nós tivemos mudanças significativas no cenário e principalmente no brasileiro. No mercado nacional, nós vimos o aparecimento de novos grandes players do mercado, a queda drástica do EDM e uma explosão do cenário nacional criando uma cena extremamente única, extremamente rentável que ignorou e cresceu completamente do resto do cenário mundial. Além disso, os núcleos independentes ganharam enorme força, gerando uma mudança de comportamento do público que forçaram a grande maioria dos clubes reverem suas políticas que estavam enraizadas em princípios tradicionais e um tanto quanto fechados, desenvolvidos ao longo dos anos

É nesse cenário que eu vejo que a transformação mais radical de todas já começou a tomar forma: a contratação de artistas. Um mercado que está em profunda adaptação e com muitas empresas com dificuldade de sobreviver. Isto não se deve a um mal trabalho prestado pelas agências, pelo contrário, elas hoje estão cada vez mais profissionais e trabalhando como nunca pelos seus artistas. Sim, trabalhando como nunca. E é neste ponto que está a gênese de toda a transformação que está por vir. As mudanças que ocorreram nos últimos tempos tornaram muito mais trabalhosa a venda dos artistas. Poucas pessoas sabem do tamanho do esforço que é feito para fechar cada data principalmente toda a burocracia que existe por trás de um booking. Começando pela venda, feita muito através do boca a boca, passando pelo pós venda que abrange desde a assinatura, scan e envio de contratos, até pagamentos e logística. Ao final de tanto trabalho sobram 15% para a agência. Considerando a média dos cachês dos artistas, no final, toda a complexa estrutura que trabalhou pelo negócio não deu lucro, muitas vezes sequer se pagou.

O grande problema é que a contratação de DJs ainda é feita de uma forma extremamente manual, similar a maneira que reservávamos hotéis há vinte anos atrás. Na época tudo era feito através de formulários enviados por email ou por telefone, assim como as confirmações e troca de informações com o hóspede. Bom, se você contratou algum artista recentemente, deve ter passado por algo bem parecido, porém mais complexo. Começando pela busca, onde você deve ter enviado diversos e-mails para diferentes agências, aguardado a resposta delas somente para saber se o artista que você estava buscando tinha disponibilidade. Após isto deve ter passado por uma extensa troca de emails, assinaturas, assim como envio de contratos, comprovantes de pagamento e muito mais.

Toda essa complexidade gera uma cadeia enorme de ineficiência que termina em muitas oportunidades desperdiçadas. Hoje em 2018, praticamente todos os mercados já desenvolveram o que chamamos “soluções do séc. XXI”. O Airbnb revolucionou a hospedagem, a Uber o transporte de passageiros, Ebay para o comércio online, além de tantas outras, cada uma em seu mercado. O que todas elas tem em comum? Todas conectam as pessoas e empresas usando as poderosas ferramentas que hoje a internet nos fornece. Elas centralizaram toda a busca e mostraram ao consumidor que era possível encontrar o produto que ele buscasse em um lugar só – além de simplificar o processo ao máximo, deixando qualquer dificuldade para trás e resolvendo todo o processo em poucos cliques. São ferramentas poderosas de venda que entendem o usuário e conseguem lhe recomendar produtos ou serviços de acordo com o seu perfil. Elas se tornaram gigantes e criaram um mundo de novas oportunidades para ser explorado.

Há dois anos que apresentamos a nossa solução para o mercado a música eletrônica, o Gigloop. Uma plataforma, que coloca artistas, contratantes e agências em um só lugar. Um site onde você pode buscar o artista, negociar com ele com com sua agência, enviar detalhes de logística, fazer pagamento, ou seja, tudo o que abrange uma contratação. Além disso você recebe notificações quando um artista preferido for contratado ou estará em turnê em sua região, para assim poder contratar também. Sem falar nas recomendações baseadas em suas preferências e até mesmo por labels já lançadas. Ou seja uma ferramenta completa, que não só conecta todo o mercado, mas que desburocratiza e simplifica ele.

Eu, assim como todos no Gigloop sempre estivemos envolvidos com a música eletrônica e percebemos que este mercado precisava de uma revolução. Queríamos ajudar artistas, agências e contratantes e trazer oportunidades que eles não imaginavam ter antes. Hoje, vemos que a nossa visão do mercado está se mostrando correta. São mais de 2000 artistas na plataforma, dezenas de agências e centenas de contratantes, com o volume de contratações crescendo a cada mês. Tivemos 2 premiações internacionais: a primeira, o French Tech Ticket, do governo francês, que trouxe a nossa sede e o desenvolvimento para Paris. E agora em maio, a mais recente, o prêmio de Inovação Digital no International Music Summit de Ibiza, uma das maiores conferências mundiais do gênero.

Parece que realmente o mundo e a cena começaram acreditar na mudança e compartilhar conosco a mesma visão do futuro. E hoje após muita dedicação, esforço e inúmeras noites em claro, talvez a maior alegria de todas seja ver que a nossa paixão pela música, inovação e empreendedorismo se combinaram e são parte ativa de uma mudança que pode mudar a vida dos profissionais do mercado que tanto amamos para melhor.

A MÚSICA CONECTA.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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