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Special Series | Armand Van Helden: 20 anos de U Don’t Know Me e muitas histórias pra contar

É inegável que, em alguns momentos da história, a house music caminhou paralelamente com a cena comercial. David Guetta, Bob Sinclair, Steve Angelo, Martint Solveig e Erick Morillo são apenas alguns exemplos de artistas que possuem trabalhos relevantes em ambos os cenários. Dito isso, vale destacar todo legado criado por Armand Van Helden. Nascido em 1970 em Boston, Armand pode ser considerado como parte de uma segunda geração de artistas americanos que ajudou a moldar a house music como conhecemos hoje. Filho de imigrantes, Van Helden bebeu de referências de diferentes partes do mundo e durante a infância teve a oportunidade de viajar para a Europa. Aos 13 anos ganhou uma bateria, era o começo de uma longa jornada na música.

Daí para os decks foi um pulo. Em 1991, Armand largou seu trabalho como advogado para trabalhar como remixer junto a Neil Petricone e X-MIX. No mesmo período, passou a atuar como residente na The Loft, conceituado club de Boston. Com a Nervous Records ele lançou seu primeiro single, um mix da faixa Stay On My Mind da Deep Creed. Em 1994, Arman Val Helden emplacou sua primeira faixa nas paradas de sucesso da Billboard. Witch Doktor alcançou o top 5 o abriu as portas para trabalhar em remixes de nomes como New Order, Deep Forest, Deee-Lite e Faithless. Definitivamente, Van Helden passava a ocupar um espaço importante na história da dance music norte-americana mesmo com pouquíssimo tempo de carreira.

Ao remixar Tori Amos em Professional Widow, Arman estabeleceu um novo nível artístico em sua carreira. A faixa rodou o mundo, mas não o rendeu um centavo, devido ao contrato não-comissionável que foi assinado na época. Após o sucesso mundial do remix, novos trabalhos foram lançados, entre eles parcerias com Michael Jackson, Britney Spears, Puff Dady. Em 1996 veio o primeiro disco, Old School Junkies, o primeiro de uma série de uma série de 12 trabalhos em um intervalo de 11 anos.

Apenas 3 anos mais tarde, em 1999, ele se juntaria a Duane Harden para criação de U Don’t Know Me, seu maior sucesso da carreira, que chegou a alcançar o top 1 nas paradas do Reino Unido em janeiro do mesmo ano, segundo lugar na lista da Billboard e top 20 em países como Austrália e Canadá. Após um pequeno hiato de trabalhos com forte relevância internacional, Arman Van Helden retornou em 2005 com Nympho, disco que emplacou os sucessos My My My, Hear My Name, Into Your Eyes e When The Lights Go Down. O álbum alcançou top 30 na Austrália e 48 na Inglaterra.

Ghettoblaster, seu último full lenght lançado, revelou ao mundo sucessos como NYC Beat e I Want Your Soul. Após tal release, a discografia de Van Helden esteve mais focadas em singles, EPs e principalmente remixes. Com o avanço do movimento techno nos últimos anos, Armand Van Helden perdeu um pouco do prestígio de outrora, mas nunca deixou de colocar sua carreira em movimento. Recentemente, ele voltou a ocupar papel de protagonista dentro de um panorama internacional e com isso tem fortalecido ainda mais a importância de sua história frente a house music.

A MÚSICA CONECTA. 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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