O Burn Residency é considerado o principal reality show da música eletrônica global e acontece anualmente em Ibiza – nessa edição os mentores do programa são Carl Cox, Philipp Straub e Pete Tong. A curadoria do reality escolhe artistas que não estão consolidados no mercado, sem selos ou agências os representando, para uma imersão na ilha mais badalada do mundo.

Durante o programa, os competidores são submetidos a uma série de provas, desafios e etapas. O processo é eliminatório e a primeira fase, com 26 competidores, já acabou. O brasileiro Alexandre Adriano aka Alexiz BcX foi um dos artistas que venceram a primeira etapa e agora se prepara para uma segunda jornada, dessa vez com 16 participantes.

A imagem pode conter: 1 pessoa, tocando um instrumento musical, sentado e área interna

Em busca do prêmio de 100 mil Euros, Alexiz se prepara para uma apresentação na Rússia que acontecerá no Alfa Future People dia 3 de Julho. O evento será transmitido pela Be-At TV e deve dar uma visibilidade ainda maior para os participantes dessa edição – Alexandre é o único representante brasileiro nessa edição.

A nosso convite, BcX compilou os 5 principais ensinamentos que obteve no programa e na residência em Ibiza até aqui. O brasileiro fala rapidamente sobre o feeling da discotecagem, a importância de não desistir, bate papo com Seth Troxler e muito mais. Confira abaixo:

Sobre ser um real DJ | Aprendi com essa primeira parte da competição que para ser um DJ de verdade você tem que ser uma pessoa viciada em pesquisa musical, buscar ouvir a música pela forma de arte dela mesmo, experimentar dentro da sua busca tentar sse redescobrir e não ficar na mesmice de sempre, pois não importa muito se você sabe tudo sobre o techno se não sabe quem é Nina Simone, Marvin Gaye ou Technotronic por exemplo.

Sobre não desistir | Aprendi que para qualquer coisa que você quiser na vida o mais importante é nunca desistir, nunca pensar que não é capaz de realizar o mesmo pois quem acredita sempre alcança. Nessa primeira etapa tivemos a oportunidade de conhecer alguns nomes como Dixon, Nicole Moudaber, The Martinez Brothers, Pete Tong & Philipp Straub e o grande Seth Troxler que vou falar mais sobre ele no próximo tópico. Mas, conhecendo um pouco da história de todos esses big names da música eletrônica mundial, pude perceber que todos assim como eu também foram DJs locais e também tiveram os MESMOS problemas que tenho/tive, mas o que os diferenciou dos demais e o que fez com que eles alcançassem o topo do mundo foi o fato deles nunca desistirem. Fizeram tudo com muito amor e perseverança.

Encontro com Seth Troxler | Certamente o maior de todos ensinamentos foi quando pudemos bater um papo com Seth Troxler. Ele foi super aberto conosco falando da sua trajetória, desde a busca por musicas na época que começou, até o relacionamento com contratantes e fans. Nos contou como ele rege a carreira e como ele consegue seguir sem cair nas perdições da vida. Seth nos contou sobre sua jornada e seus sonhos que foram o combustível necessário para chegar onde chegou.

Tropeços e aprendizados | Para finalizar acho que posso contar essa história para vocês sim, uma particularidade minha mas que pude tomar como um aprendizado muito importante pra essa primeira etapa da competição. Quando fui participar da parte eliminatória que eles chamam de “mix offs”, percebi que quase na grande maioria todos os demais competidores mixaram dentro do old school house, tech house e pouca coisa de techno, fiquei nervoso com tudo aquilo pois eu era o único artista ao meu ver que tocava techno e melódico ainda, com faixas de longa progressão, vocais e muita harmonia, ex: “Frank Wiedemann & Ry Cuming – Howling (Âme Remix)” e sabendo que só teríamos 15 minutos pra mixar e na frente de toda aquela bancada achei que fosse melhor mudar tudo que já fazia para tentar algo “dentro do aceitável” no meu julgamento. Por fim, foi um d-e-s-a-s-t-r-e. Não consegui fazer nada de bom e o meu feedback do Philipp Straub foi aterrorizante, até o ultimo momento até o anunciamento eu pensava 80% que voltaria pro Brasil como eliminado ali. Mas não foi o que aconteceu e eu passei, estou muito feliz de estar ainda podendo conhecer, aprender e certamente compartilhar esse momento com vocês aqui.

A música conecta as pessoas!