Existem artistas e ARTISTAS. Há aqueles que buscam encontrar seu som em meio a tendências gringas. Existem também os antenados que buscam estar sempre a frente de seu tempo. E por fim, existem os que simplesmente deixam a música guiar o destino de suas vidas.

Carolina Hollanda é uma garota de 21 anos que esbanja talento e maturidade na flor de sua juventude. A carioca é peça fundamental na cena underground do Rio de Janeiro ao lado de nomes experientes como Manara, Domina e Ceticências

Dona de uma mente criativa, rica em ideias e em constante evolução, ela tem chamado a atenção por sua autenticidade. Minimalista na essência, consegue conversar com seu público transmitindo um som rico em detalhes e com uma atmosfera encantadora. Convidamos ela para assinar o mix 53 do nosso canal e responder algumas perguntas. O resultado ficou demais. Confere aí!

1. Tu se lembra do teu primeiro contato com a música? A primeira festa como DJ, aquela sensação de comandar uma pista e ver que é aquilo que tu quer?

Um dos meus primeiros contatos com a música, foi há duas quadras da minha casa, no Fosfobox. E foi exatamente nesse lugar onde tive a minha primeira real experiência de comandar uma pista. Durante metade do set não conseguia olhar pra frente, no momento que tomei coragem, senti que todos estavam dançando e conectados no som.

2. O que a noite no Rio de Janeiro tem de melhor para oferecer em termos de música eletrônica de qualidade?

O que anda acontecendo de mais maneiro na cena carioca, são os produtores independentes com suas personalidades fortes, como Domina, Ceticências, Manara e Magma. A 4 Finest Ears, que há anos vem formando um público fiel e o projeto Arte Inn no La Paz, que é o que fogem do mainstream. Acredito que em um ano muita coisa melhorou. Sinto a pista aceitando mais o novo, um público que sabe mais, e nosso objetivo é fazer com que esse público fique cada vez mais informado para conectar ainda mais gente que goste do som que acreditamos e a forma de festa.

3. Esse ano teu nome, em pouco tempo, se misturou a artistas influenciadores na vertente em que tu se encontra, como Nina Soul, Argenis Brito, Craig Richards e Daxe Maxim. Como tem sido esse reconhecimento?

Consegui mostrar a musica que amo para os que estavam na pista e contar uma historia para que eles continuassem contando a deles. O warm up tem uma função importante, receber as pessoas e criar um clima para a continuação da festa. Foi muito importante poder começar essa história para grandes artistas como eles.

4. Nos fale um pouco sobre tua residência na Art In que rola as quartas no Rio.

Esse projeto às quartas surgiu da vontade de unir diversas expressões artísticas no meio da semana, onde as pessoas pudessem se encontrar semanalmente, conversar e ouvir música boa. Lá, já toquei ao lado de DJs que admiro como Manara, Tati Pimont, Dee Bufato, Amanda Mussi, Maurício Lopes. E dos residentes SERP4F, Sean Diss e Toledo.

5. No dia 14 de novembro a 4finest irá comemorar 3 anos de vida. No line up tem a mistura de artistas do eixo Rio- São Paulo. Qual a relação entre vocês para ter essa conexão tão grande que rola nas festas dai?

O line é dessa vez formado por DJs brasileiros de personalidade forte e todos temos um propósito em comum, levar pras pistas o som que faz parte de cada um de nós. E nessa edição de celebração, eu e Tati Pimont faremos nosso b2b, pela terceira vez e em um horário que é tão importante pra mim quanto pra ela. Conversamos e ela me contou que era como realizar um sonho tocar nessa edição de aniversário da 4 Finest Ears. Além do rider e local da festa já serem um bom motivo pras pessoas irem, ainda tem esse line que conta com pessoas que conhecem bem a história da festa, o que é bom para quem está conhecendo nosso movimento. A sequência da festa tá muito irada, não dá pra perder um segundo. Robles abre a pista as 23h e toca durante 3 horas, depois o Dee entra as 2h e o residente Manara as 4h. Pra fechar, eu e Tati no b2b das 6h em diante. Insano.

6 – Para encerrar. Nos indique uma faixa ou uma artista que não sai da sua playlist e que nos últimos meses contribuiu bastante para o seu amadurecimento artístico. Muito obrigado pela entrevista 🙂

Varhat – KhÅ. sempre presente quando saio de casa com o fone no ouvido. E ela tá no set. Para esse podcast selecionei músicas que me chamaram atenção de produtores brasileiros (maioria unreleased) misturado com algumas referências minhas. Manara (RJ), Dee Bufato (SP), Tati Pimont & Bmind (SP), NFNT (RS), Manara & SERP4F (RJ), Tua (SP), Barac, Kuniyuki Takahashi, Birdsmakingmachine, entre outros.