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Grandes profissionais estão fazendo a diferença em...

Grandes profissionais estão fazendo a diferença em nossa cena. Conversamos com Stéfano da D AGENCY

Um dos principais fatores responsáveis pelo crescimento da cena nacional nos últimos anos foi o processo de profissionalização de alguns setores do sistema de trabalho. Entre eles, a função de booker. As principais agências do Brasil contam com profissionais que estudaram e se prepararam para tal função. Na D AGENCY não é diferente. Stéfano Cachiello administra a data de diversos artistas do poderoso casting da marca paulista mas antes de se envolver diretamente com o mercado da música eletrônica, ele adquiriu um background fantástico em outras frentes de trabalho. Em uma conversa muito interessante com Stéfano, podemos descobrir um pouco mais sobre suas características e envolvimento com a música eletrônica. Confira abaixo o resultado desse bate papo.

1 – Olá Stéfano, muito obrigado por falar conosco. Isso é realmente especial para nós. Vamos começar falando a respeito de sua formação profissional. Cursou alguma faculdade? Fez algum curso em especial para o mercado do entretenimento? Sempre quis trampar com isso? 🙂

Olá, Alataj! Obrigado pelo convite! Acompanho bastante o portal e certamente o trabalho de vocês é fundamental para fomentar e educar ainda mais o cenário brasileiro!

Sou formado em Gestão de Eventos & Gestão de Projetos, além de alguns cursos pontuais como Lei Rouanet. Também acabei de concluir meu MBA em Marketing & Vendas, o qual está sendo de extrema importância para o auxílio das demandas diárias do dia-a-dia profissional.

OSESPDesde que comecei minha carreira, ha 10 anos atrás, sempre estive envolvido com o mercado de entretenimento de alguma forma, seja frequentando, tocando ou produzindo Eventos – hoje vejo que foi um caminho natural eu seguir nessa área. Minha base profissional vem da experiência de 06 anos trabalhando na Osesp/Sala São Paulo (Orquestra Sinfônica do Estado de SP), onde pude exercer a função de Produtor Executivo e ter um contato mais intenso com esse cenário e aprender mais sobre os bastidores que regem tudo o que está por trás de um Show.

2 – A D AGENCY tem um dos castings mais respeitados do Brasil. Fale a respeito de suas principais experiências artísticas na agência. Como surgiu o convite para trabalhar na agência?

Integrei o quadro de colaboradores do grupo D-EDGE/D.AGENCY em Junho de 2014. Na realidade, havia me desligado da Osesp em Dezembro e fiquei um tempo free lancer conhecendo novos mercados em Eventos. Surgiu a oportunidade através de uma necessidade que a Agência tinha na parte Nacional e agarrei essa oportunidade acreditando em um projeto a médio/longo prazo.

Desde então, fiquei responsável pelo casting e projetos nacionais da D.AGENCY, a qual conta com um belo time de artistas e produtores de alto nível. Vejo que nosso casting é uma mescla do que há de melhor em qualidade sonora hoje no Brasil – Temos artistas consagrados com anos de estrada, até “novos” nomes que agora estão tendo um grande destaque!

Com relação às experiências artísticas: acredito que trabalhar com um time muito bom de artistas e uma equipe (d.agency/d-edge) extremamente competente. Também a oportunidade de trabalhar com Renato Ratier é um ponto alto nessa relação artística, que além de ser um excelente artista, é um ótimo profissional de grande caráter e fonte de inspiração para todos dentro do grupo D-Edge.

3 – Sobre o momento econômico atual. A alta do dólar faz com que os cachês de artistas gringos aumentem de forma automática. Isso reflete em line ups cada vez mais recheados com artistas nacionais. Esse momento realmente facilita bookar brasileiros em ocasiões que antes era mais fácil ter os internacionais, ou é apenas um momento de valorização do artista nacional?


imagem para pergunta 3Acredito que seja o momento da valorização do artista nacional. Claro que o dólar talvez ajude em certo ponto aos organizadores/promoters olharem mais para o mercado interno, mas vejo que os artistas daqui já chegaram a um nível que por muitas vezes não é necessário a presença de uma atração internacional. Porém, em minha opinião, existem os contrapontos dessa relação – por um lado tem muito novo “artista” que se daria melhor em uma Agência de Publicidade do que como DJ, e por outro lado, tem muito artista de verdade, que estudou a vida inteira, com conhecimento, pesquisa e educação musical de anos que acaba não sendo valorizado por conta dessa ‘mega exposição’ que acaba tirando o foco de quem realmente é de verdade. É um momento “novo” onde devemos ter muito cuidado com as atitudes para não banalizar a cultura da música eletrônica.

4 – De 10 anos pra cá, os clubs e as agências brasileiras passaram por um importante processo de profissionalização. Isso significa funções foram delegadas a pessoas realmente preparadas para as tais. Ainda assim, eventualmente é discutido melhorias e algumas insatisfações são expostas por parte de quem trabalha no meio. Em que ponto, os bastidores da música eletrônica ainda precisa melhorar na sua visão?

O mercado brasileiro de música eletrônica é “novo” comprado as outras indústrias do nicho de entretenimento. Vejo que, por conta disso, ainda pecamos um pouco em alguns aspectos, principalmente na questão de processos e atitudes para conduzir situações, sejam elas na execução/gestão de um evento como na formação de profissionais, sejam eles produtores, artistas etc.

Um ponto importante é que como a demanda tem aumentado bastante, ótimos profissionais estão migrando para a área de eventos, e isso só tende a cada vez mais melhorar o mercado de uma forma geral.

5 – A respeito de seus gostos pessoas na música eletrônica. O que você tem ouvido ultimamente? O que ainda não viu ao vivo e deseja muito ouvir? O que decididamente não entra na sua playlist diária?

imagem para pergunta 5De fim de semana, Acid/Techno (rs)! De dia de semana, minha função pede que eu esteja antenado com uma variedade de sons, além de ter uma intensa pesquisa semanal intensa de vários gêneros. Gosto bastante também de escutar os Podcast’s da Agência e de canais como Alaplay, Troally – Sempre tem bastante novidade.

Toda semana acompanho o Drumcode Radio Live do Adam Beyer! Certamente é uma boa fonte de referência para o gênero que tenho mais proximidade hoje em dia.

Ainda quero ver Jeff Mills ou Carl Craig com Orquestra! Depois que comprei o CD do Jeff Mills na Tresor em Berlin (2012) isso virou um “to-do list” na minha vida!

6 – Atualmente a D AGENCY tem diversos showcases em seu casting. Como surgiu a ideia desses labels parties e quais são as bases dos projetos?

Sim, hoje contamos com alguns projetos bem interessantes: O Raww Room foi idealizado pelo Renato inicialmente para ser inserido em festivais ou festas especiais como fizemos aqui no Memorial da América Latina. O projeto tem sua base sustentável, feito de material reutilizável que pode ser transportado para qualquer cidade do Brasil.

O BlackBelt é o Label Party do Renato, o qual é feito em ocasiões especiais com artistas internacionais ou nacionais que já lançaram pela label.

imagem para pergunta 6Também estamos trabalhando com o Showcase da Gravadora D-Edge Records, o qual nos últimos 06 meses realizamos em torno de 15 eventos em diversas cidades do Brasil. Ficamos bem felizes com o resultado e o feedback de mídia foi excelente. Porém, para o segundo semestre, vamos ter algumas alterações para deixar mais compacta a Label por conta de diversas novidades e releases de peso que estão por aí. Em função disso também, criamos os Showcases das noites do D-Edge: Moving, FreakChic, Mothership & SuperAfter – a idéia é levar os residentes de cada noite para outras cidades visando cada vez mais essa aproximação com o público que segue marca no Brasil!


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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