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O lado Freak Chic de Ney Faustini

O lado Freak Chic de Ney Faustini

Grandes DJs são capazes de construir uma forte ligação com um club, festa ou até mesmo um público específico. O paulistano Ney Faustini pode se orgulhar de estar encaixado nos três exemplos a cima. Ney possui uma relação muito especial e duradoura com o D-EDGE e seu público, além de uma aclamada residência na já tradicional noite de sexta-feira Freak Chic. No último dia 7 ele tocou um set de 3 horas após a apresentação live de Rampue e decidiu compartilhar conosco, afim de apresentar um pouco mais desse seu lado Freak Chic. Abaixo, você também confere uma entrevista exclusiva, focada na relação do artista com a festa. Vale a leitura! Música de verdade, por gente que faz a diferença.

1 – Olá, Ney! Tudo bem? Obrigado por falar conosco mais uma vez. Você é um artista que conhece como poucos as pistas e noites do D-EDGE. Na sua visão, o que só a Freak Chic proporciona aos artistas?

Tudo ótimo, e sempre um prazer falar com vocês. Já tive a oportunidade de experimentar todas as noites do D-EDGE como DJ, com exceção da On The Rocks, e fui residente da Mothership, antes da Freak Chic. Sempre tive toda a liberdade pra explorar várias sonoridades em qualquer uma das noites, na Mothership puxando pro lado mais techno, na Freak Chic indo mais pro house, Chicago, Detroit, NY… Acho que a Freak Chic sempre teve um papel muito importante em explorar as raízes e a cultura disco e house. Lá existe uma abertura para arriscar e tocar coisas inusitadas também.

2 – A gente percebe que a Freak Chic possui um público bem legal, que se diferencia no style da galera que frequenta as demais noites. Historicamente, esse público está mais aberto a absorver novidades na pista ou há um perfil geral do club quanto a isso?

Há um perfil geral no club, pessoas que podem frequentar as noites de quinta, sexta ou sábado, que gostam do club e querem dançar. Mas cada noite tem um público de certa forma mais cativo, e a Freak Chic tem uma identificação com a galera da moda, por exemplo. Se fosse pra definir o público da Freak Chic em uma palavra: diversidade.

3 – Fale um pouco a respeito desse set que foi gravado ao vivo na festa e disponibilizado para a Troally… quais artistas e selos você destaca nele?

Este set foi gravado na manhã de 7 de Junho, logo após o live do Rampue. Especialmente na primeira hora toquei alguns clássicos da house, incluindo artistas como Kerri Chandler, Tyree, Terrence Parker e Masters At Work. Depois explorei mais alguns selos europeus, e um pouco de techno, deep house, passando por Oskar Offermann, Janeret, Makam, Stablo…

4 – No que difere sua preparação para uma noite de Freak Chic em relação as demais gigs?

Cada noite tem uma história, e tento me sintonizar com o momento em que vou tocar, pensando no meu horário, se toco no começo, meio ou final, e imagino um caminho a partir daí. Sets de encerramento, por exemplo, podem durar mais de 5 horas, dependendo da noite. Por ter o D-EDGE como a minha segunda casa, sempre gosto de tocar coisas que nunca toquei em nenhuma outra gig antes, seja um disco novo, ou uma música antiga que acabei encontrando. Essa abertura e sensação de “estar em casa” permite que eu possa levar essas experiências para outras gigs, sempre considerando que cada festa tem seu público, com histórias diferentes pra contar.

5 – Você é um artista muito ligado a cultura do vinil, certo? Dentro do estilo que caracterizou a Freak Chic, quais são seus 3 discos preferidos?

Muitas músicas já marcaram as noites da Freak Chic pra mim, mas 3 discos que destaco e que estão sempre no case quando toco lá: “Tyree – Nuthin Wrong”, “Misterio 001” (que é um edit para “Get On The Floor”, do Michael Jackson), e “Scott Grooves – Another 500”.

6 – Nós imaginamos que você possui muitas lembranças inesquecíveis das noites de sexta-feira no D-EDGE. Se fosse para apontar apenas uma, qual noite você indicaria?

Essa é difícil e minha memória corre o risco de cometer alguma injustiça… Mas a noite com o Derrick Carter, em 2015, foi sensacional. Set, vibe na pista, tudo. Até por considerar que ele não é um artista que acompanho tanto atualmente e já tinha ouvido em outras 3 oportunidades.

7 – Para encerrar, uma pergunta bastante pessoal… com quem você gostaria de fazer um b2b em uma noite de Freak Chic no D-EDGE?

A lista seria longa, mas o primeiro nome que me vem a cabeça é o Move D, por ser um dos artistas com quem mais me identifico, seja como produtor ou como DJ.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n’ Lights Management.

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