Poucas vezes um club ou uma festa se desenvolve com tamanha ligação a um grupo/tribo ao ponto de se tornar uma espécie de casa e referência internacional para os seus representados. O Pyramid Club, localizado no East Village de Manhattan, pode se orgulhar de tal conquista.

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Fundado em 1979, o Pyramid ajudou a definir conceitos primordiais da cena gay de NY no fim dos anos 70 e durante toda década de 80. Na época, clubs como Studio 54 e The Limelight bombavam e os artistas, atores e drags que viviam no East Village redefiniram alguns conceitos com uma assinatura própria e bastante intimista. Não demorou para o club se tornar um verdadeiro ponto de encontro da cena artística politizada de NY. Era comum ver nomes do calibre de Lypsinka, Lady Bunny e RuPaul performando na pista do club.

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Ao contrário de outros movimentos artísticos da época, o que estava rolando no East Village era muito mais expressionista e espontâneo do que tradicional. Os artistas eram as figuras centrais e pouco importava a presença de rico ou famosos – embora eles aparecessem por lá com certa frequência. Madonna fez um show em sua campanha sobre a conscientização da AIDS por lá e os primeiros shows do Nirvana e Red Hot Chili Peppers foram no palco do Pyramid. Após uma longa batalha de 5 anos, em outubro de 2012 o edifício que abriga o Pyramid foi tombado como Patrimônio Histórico de Esat Village, um marco na cultura clubber de NY.

Mais do que apoiar incondicionalmente o movimento Drag Queen dos anos 80 em diante, Pyramid também foi casa de tribos punk, góticas, alternativas em geral e toda uma geração nova-iorquina adepta ao New Wave. Hoje, há um certo ar retrô em toda comunicação do club, que segue com uma agenda semanal ativa. Se você estiver por East Village, não deixe de viver essa experiência.

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