Originais de Londres, Lawrence Gale Hayes e Louis Greenwood são amigos de longa data e responsáveis por formar o duo Wayward. O projeto despontou para o mundo da música, especialmente na internet, após inserções no badalado canal Majestic Casual, há quatro anos. De lá pra cá, o som dos britânicos evoluiu, deixu de ter uma atmosfera mais chill/ambient para por um pé na house music.

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O ponto de virada dessa jornada foi o recente EP Orissa, lançado pela Silver Bear Records. É perceptível o amadurecimento de Lawrence e Louis em tal release, que teve como grande destaque a faixa título. Agora, eles buscam uma continuidade no trabalho para seguir impressionando o público e conquistar, em definitivo, um lugar na tradicional cena house britânica. Segundo os próprios meninos, há muita coisa por vir. Em entrevista exclusiva a Troally, eles anteciparam algumas novidades, falaram sobre suas trajetórias e entregaram um mix exclusivo. Confira abaixo:

1 – Olá, meninos! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Como a história musical de cada um de vocês se chocou? Sendo mais direto, como Wayward nasceu?

Nós somos amigos há muito tempo, ambos indo para a mesma escola desde os 12 anos. Começamos a ir em clubes juntos quando estávamos na universidade em Leeds e decidimos começar a fazer música logo depois disso. Nossa primeira faixa conseguiu um pouco de amor e estamos escrevendo música desde então.

2 – Eu percebo uma mudança no som de vocês comparado há alguns anos, quando ele soava mais chill/relax/class. Agora, vocês estão numa pegada mais house music, certo? Como vocês avaliam essa evolução?

Nós estivemos na house music por um longo tempo, e ambos faziam isso separadamente. Acho que quando nos reunimos, fizemos um som que veio naturalmente para nós e desde então, tem progredido para o que estamos fazendo agora. Quando colocamos nossa primeira faixa online, nunca pensamos que ganharia tanta atenção como ganhou, isso significa que não tivemos tempo para realmente descobrir nosso som. Estamos com o processo criativo em um bom lugar no momento.

3 – Sem dúvidas, Orissa foi a faixa que captou mais nossa atenção para mergulhar no trabalho de vocês. Como funcionou o processo criativo dela? Ela é a preferida de vocês no momento?

Orissa foi uma faixa que surgiu em um momento de transitoriedade para nós dois, musicalmente e também individualmente em nossas vidas pessoais. O Orissa EP é definitivamente um passo na direção de onde queremos estar, é um dos nossos favoritos, mas temos novos que serão lançados em breve e que nós provavelmente preferimos. Acho que a música mais nova que você faz é sempre a sua preferida no momento.

4 – É um tanto quanto difícil achar informações completas sobre a carreira de vocês e história do Wayward na internet. A música ainda não é o principal trabalho em suas rotinas?

A música está em nossas rotinas todos os dias. Temos um bom fluxo constante de música sendo lançada este ano e queremos manter isso. Tivemos um ano de retrocesso ao Wayward e focamos em outros projetos empolgantes, mas nós estamos de volta definitivamente, apreciando fazer música para o projeto.

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5 – Gigs, novidades, lançamentos. O que vem por aí ainda em 2017?

Como mencionamos acima, nosso próximo release Alexandra/Tapestry sairá na Silver Bear. Foi um prazer trabalhar com estes caras e sentimos que seria bom fazer novamente! Temos alguns outros lançamentos que estamos trabalhando, porém estes não podem ser anunciados ainda.

6 – Após o lançamento de Orissa pela Silver Bear Recordings, há planos para novas colaborações com o selo?

Como mencionamos acima, nosso próximo release Alexandra/Tapestry sairá na Silver Bear. Foi um prazer trabalhar com estes caras e sentimos que seria bom fazer novamente! Temos alguns outros lançamentos que estamos trabalhando, porém estes não podem ser anunciados ainda.

7 – Na visão de vocês, o que difere um bom DJ dos demais?

Muitas pessoas gostam de fazer essa pergunta e analisar cada vez mais o que faz um bom DJ. Quando analisamos um DJ é somente alguém tocando músicas em um espaço cheio de pessoas – com o objetivo de fazer todos dançarem. Escolher as músicas certas no momento certo, conhecer suas músicas e ter a habilidade técnica de combiná-las bem, é tudo que realmente importa.

8 – Para finalizar, uma pergunta pessoal. Aonde vocês se imaginam daqui a 5 anos?

Obviamente, temos grandes ambições na vida e o que gostaríamos de alcançar com nossa música, mas por fim, ficaríamos muito felizes se em 5 anos estivéssemos ganhando a vida fazendo o que amamos – produzindo músicas e tocando. Em nossa visão, se você ainda está vivendo da música que ama, você “conseguiu”.