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Vibe Hall – Rodriguez Jr fala sobre suas expectativas para tour no Brasil

É com imenso prazer que faço hoje o post inaugural do Vibe Hall, nova coluna do Alataj. É um prazer pois além de estar escrevendo para duas marcas que admiro, tive a oportunidade de falar com um grande artista internacional: Rodriguez Jr.

Uma foto publicada por Alataj (@alataj) em

Olivier Mateu é o nome da pessoa por trás do projeto, que hoje é reconhecido como o “mestre da versatilidade” dentro da Mobilee Records. Surgido na cena musical nos anos 90, Mateu fazia parte da banda The Youngsters, que teve diversos lançamentos relevantes pela F-Communications, selo de ninguém menos que Laurent Garnier. Rodriguez Jr. revela uma encarnação diferente da psique musical de Oliver, movendo-se através da cintilante e contemplativa electronica, o profundo e imperativo techno, melodias acentuadas e refrões pop peculiares. Inspirando-se em artistas tão diversos como Stockhausen, LFO, Carl Craig, Eric Satie, Kraftwerk e Michael Polnareff, o espírito de aventura de Olivier se traduz como criatividade em alta e música que não pode ser rotulada.

Nesta sexta-feira, dia 4 de dezembro, ele apresenta seu live pela primeira vez na pista do Club Vibe. Para dar uma aquecida nas expectativas trocamos uma ideia com ele, sobre sua formação artística, expectativas para a tour brasileira, entre outras coisas.

 

Olá Olivier, é um prazer ter esta oportunidade de falar com você. Eu percebi que sua música tem uma identidade forte e criativa dentro das cenas techno e house. Você considera que já encontrou o “seu lugar” ou há espaço para novas referências?

Olá! Sempre há espaço para novas referências. Demorou um tempo até que eu percebesse como minha música deveria soar, mas ainda estou experimentando e espero continuar meu processo de evolução pra sempre. Um artista nunca encontra seu espaço, é um processo infinito.

 

Na sua biografia você diz que a boa música não deveria ser uma prisão. Como você equilibra a orientação para pista em suas composições? Você algumas vezes precisa mudar mudar uma track para fazer ela funcionar em lugares específicos?

Eu nem penso nisso. Se eu sinto que deveria fazer algo radicalmente diferente as vezes, vou lá e faço. Porém, a música voltada para pista me dá uma espécie de moldura para me expressar: a existência de regras e limites algumas vezes evita que se fique perdido.

 

O que você espera da sua tour no Brasil? O que já ouviu sobre o que acontece aqui?

Eu espero muito! Eu já fiz algumas tours pelo Brasil com minha antiga banda The Youngsters e tenho apenas memórias fantásticas do país. Eu gosto da maneira como artistas brasileiros buscam inspiração no legado tradicional do seu país, transformando isso em algo novo e fresco.

 

Você faz parte do time da Mobilee Records, certo? Como isso ajuda em sua carreira?

É um grande time, realmente. Eu tenho a liberdade de fazer o que eu desejar, além de haver sempre uma energia positiva em nosso escritório em Berlim. Ele também é um dos únicos selos focados em desenvolvimento de carreiras a longo prazo: há um trabalho sólido, que não é apenas fazer lançamentos aleatórios toda semana. Isso faz uma grande diferença hoje em dia, em um mercado tão saturado de artistas.

 

Além da Mobilee, você lá lançou por outros respeitáveis selos, como Watergate Records, Defected e Suara. Há algum selo que você considera um marco na sua carreira?

Eu tenho que mencionar F-Communications. Este selo nem existe mais, porém, foi nele que iniciei minha carreira em 2000, graças a Laurent Garnier. Foi lá que aprendi tudo sobre performance, produção e distribuição de música.

 

Grandes produtores de música eletrônica geralmente possuem influências de outros gêneros. O que te inspira fora da universo eletrônico? Outras formas de expressão artísticas também fazem parte do seu processo criativo?

Eu costumo ouvir bastante jazz e música clássica, bem como outros compositores mais experimentais, como Stockhausen e Pierre Henry. Posso dizer também que Eric Satie teve uma grande influência na minha música, graças à forma distinta com que trabalha as melodias. Eu também busco inspiração em arte e arquitetura. Sempre fui um grande fã de Pollock e Soulages, e o movimento modernista alemão Bahaus teve uma influência significativa em como comecei a criar a minha sonoridade.

 

Que instrumentos você usa em seu live?

Eu uso um MacBook rodando o onipresente Ableton Live, uma controladora Allen & Heath K1 MIDI, a drum machine Roland TR8, um iPad rodando TouchOSC e um teclado MIDI para improvisação. Geralmente eu prefiro usar um setup compacto com equipamento que eu conheço muito bem, em vez de me perder em cargas de gadgets desnecessários. O live trata-se mais de se conectar com a pista.

 

Pra finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música eletrônica representa em sua vida?

É uma pergunta realmente profunda! Ela representa muito e esteve ao meu redor por um bom tempo. Eu cresci com o sonho de me tornar um produtor musical desde que vi Kraftwerk e Jarre na rádio nos anos 80, então música eletrônica esteve sempre comigo e eu me sinto abençoado por ter conseguido cumprir algo que eu sonhei enquanto criança. Eu me construí com ela.

Rodriguez Jr. – Brazil Tour 2015

03 Dez: SÃO PAULO (BR) DEdge
04 Dez: CURITIBA (BR) Club Vibe
05 Dez: CHAPECÓ (BR) Amazon Club
06 Dez: RIO DE JANEIRO (BR) Bootleg Day Party
07 Dez: BELO HORIZONTE (BR) Deputamadre Club

Conecte-se com Rodriguez Jr no Facebook.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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