Por Rafael Melhem Moana

Para o público em geral, o jazz é um gênero musical tradicionalmente conhecido por conter em suas músicas instrumentos como sax, trompete, piano, contrabaixo e outros. Porém, no caso de pessoas do meio musical, produtores, artistas ou que simplesmente apreciam música de vanguarda, basta um ponto para que a música seja considerada jazz: que ela seja livre. Independentemente de questões técnicas e sem qualquer pretensão de definir gêneros, aparecem artistas como Marc Friedli aka Skymark que com muita delicadeza e inteligência mescla influências eletrônicas com diferentes frentes do jazz.

Nascido na Suíça, Marc é produtor musical, pianista, DJ e fundador do selo Modern Sun Records. Atualmente, faz parte da J.A.W. Family, que promove eventos musicais com nomes consagrados como Theo Parrish, Motor City Drum Ensemble, Red Greg, entre outros. Se liberdade é um ingrediente essencial para que a música possa ser considerada jazz, notamos que o produtor não tem problemas em obtê-lo. Em suas produções, ele usa a própria voz, improvisa, usa timbres eletrônicos diversos e também distorções. Como DJ, ficam claras as diversas influências que ele tem, que vai desde a disco, spiritual jazz à música brasileira.

Apesar de o produtor ter suporte de grandes artistas como Jeremy Underground, Sassy J, Mike Huckaby, etc., notícias e novidades sobre sua carreira não são fáceis de se encontrar na internet. Em uma recente entrevista, para o site musicismysanctuary.com, Marc falou um pouco sobre o tema: “A coisa mais importante para mim é me concentrar na música, se eu não tocar piano pelo menos uma hora por dia e se eu não encontrar uma nova música que me encha os olhos e me dê arrepios, me sinto um pouco triste e vazio … é por isso que eu não tenho muito tempo para as mídias sociais. Além disso, para ser honesto, eu não me sinto confortável com mídias sociais. Às vezes eu tenho a impressão de que alguns produtores ou DJs apenas preferem a ‘fama’ em vez da música. Eu posso estar errado, mas acho que algumas pessoas constroem suas carreiras fazendo networking em mídias sociais, tageando pessoas “hype” no twitter em vez de tocar um instrumento, procurando música ou produzindo música. É por isso que eu me distancio dessas coisas do networking, porque não é o meu mundo e não faz eu me sentir bem.”

A música conecta as pessoas!