Entrevistas
Carlos Pires Carlos Pires Carlos Pires Carlos Pires Carlos Pires
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Alataj entrevista Carlos Pires

Nascido e radicado por terras brasilienses, Carlos Pires, desenvolveu a paixão pela música eletrônica através das rádios, o que o guiou às produções musicais precocemente. São três décadas desenvolvendo a arte da mixagem e uma como produtor musical, respaldado por clássicos influentes como Giorgio Moroder, New Order, Depeche Mode, Richie Hawtin e Marshall Jefferson.

Com identidade formada no Techno melódico, Carlos alcançou importantes feitos ao longo dos anos: o selo Mind Connector Records (ao lado de Hopper), gigs pelo México e consistentes lançamentos. Conversamos com Pires, que nos deu mais detalhes sobre essa produtiva trajetória. Confira.

Alataj: Olá Carlos! Obrigada por aceitar trocar uma ideia conosco. Você vem da frenética Brasília, lar de nomes lendários da música brasileira. Conta um pouco sobre a influência da sua cidade na formação do seu caráter musical.

Carlos Pires: Oi, eu que agradeço por poder falar um pouco. Com certeza um pouco do que passo na música tem haver com os sons que escutamos aqui nos anos 90, mas o que me influenciou mesmo foram os programas de rádios onde os DJs faziam os blocos de sets mixados, aquilo me despertou o interesse.

E como anda a cena brasiliense atualmente? 

Tem aparecido muitos produtores bons, como Stratoverb, Empire Of Mind entre outros, acho que muita gente se dedicou durante a pandemia nas produções, as festas estão começando a ressurgir, espero que no próximo ano tudo volte a ser como antes.

Você toca ao lado do Hopper há três anos o Mind Connector Records. Como vocês orientam o trabalho frente ao selo?

Sim, é um projeto em crescimento, sempre procuramos sons que parecem com o que a gente tocaria nas pistas ou tenha uma sonoridade semelhante a isso. Hopper sempre está buscando artistas para novos lançamentos.

Você também é constante nas produções, não é mesmo? São 10 anos produzindo em uma esfera mutável como a da música eletrônica, o que traz grandes aprendizados. O que mais te marcou de aprendizado e que reflete nas suas entregas atuais?

Sim, um pouco mais de 10 anos. Antes produzia mais para fazer alguma versão para tocar na pista, com o tempo fui fazendo minhas próprias tracks, hoje se fico sem produzir sinto que está faltando algo no meu dia. De aprendizado é fazer algo que você goste, deixar que o processo da  produção seja uma diversão.

Em seu último lançamento, Arcturus, você demonstrou uma maturidade sonora expressiva. Contextualiza para nós,  como foi a entrega dessas faixas para a Causa Org Records.

A Cause Org é um projeto de um coletivo que faço parte e nas festas trouxemos artistas com vários estilos diferentes, achei que as faixas caberiam no estilo da gravadora.

E o que você buscou refletir ao conceber o EP?

 Tanto a faixa Arcturus e a Cygni, eu queria uma track mais densa que desse uma quebrada em um set e ao mesmo tempo que fosse meio hipnótico.

O que podemos esperar de Carlos Pires para esse contexto tão esperado de retorno?

Estou muito animado para mostrar sons novos, espero que seja um retorno excelente para todos.

Por fim, o que a música representa na sua vida?

A música é a minha vida!

A música conecta.