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Alataj entrevista Jamie 3:26

Alataj entrevista Jamie 3:26

Jamie 3:26 é um DJ que tem no seu background musical toda história de Chicago. Nascido e criado em Beverly, região sul de Chicago, Jamie ganhou seu espaço na cena por conta de seu estilo especial de discotecagem. Sua história na música é diretamente conectada com o desejo das pessoas se permitirem mais no dance floor e até hoje isso é uma das grandes motivações desse talentoso artista americano.

Ser um digger qualificado em uma cidade tão importante para a dance music mundial como Chicago, não é uma tarefa das mais fáceis. Para conseguir se destacar você precisa estar sempre alguns passos a frente e, claro, ter sua própria forma de se comunicar com as pistas. Jamie é o tipo de DJ que gosta de estar conectado com a multidão e frente as pick ups é um verdadeiro mestre na arte de selecionar músicas com uma atmosfera especial – enérgicas, emocionantes, dançantes.

Às vésperas de seu debut no Brasil (amanhã na Soul.Set), Jamie 3:26 falou com exclusividade ao Alataj sobre a influência da cultura histórica de Chicago em seu trabalho, experiência adquirida discotecando ao redor do globo, expectativas para festa do fim de semana e mais. Confira:

Alataj: Olá, Jamie! Tudo bem? É uma grande honra poder falar com você. Como parte ativa da cena de Chicago, como você avalia as transformações artísticas da cidade desde o surgimento da house music?

Jamie 3:26: Olá, prazer falar com vocês! Obrigado pela entrevista. Chicago sempre foi uma cidade muito musical e orientada para a dança. Jazz, blues, soul, hip hop, juke e claro, house music. Juke e hip hop tem sido as 2 formas recentes de música que ganharam atenção e reconhecimento internacional, desde os tempos da house music. Há formas mais criativas e diferentes do house sair de Chicago, do que o típico som acid do começo. Minha única questão é que, em Chicago, não há jovens envolvidos com house music. Não há uma grande cena clubber em nossa cidade, como muitos estrangeiros pensam.

Em sua bio você se diz motivado pela possibilidade das pessoas esquecerem seus problemas quando estão em contato com a música. De uma certa forma, é possível dizer que a música é uma espécie de escape para um mundo melhor?

A música cura e é uma linguagem universal. Você pode se perder na música e deixar seus problemas  longe.

Hoje, grandes DJs e produtores da cena house se dizem influenciados pela escola de Chicago. Mas e vocês de Chicago, foram influenciados especialmente por quais movimentos?

Nós éramos nosso próprio movimento. Realmente não havia muita influência externa que tentávamos copiar ou imitar. Tudo foi feito por nós.

Na sua opinião, o que separa um bom DJ dos demais? Qual desses dois importa mais: técnica ou repertório?

Conseguir ler um espaço e criar atmosfera, tensão e conectar-se com a multidão. Um DJ super rigoroso que toca um set ensaiado sempre estará tecnicamente no ponto, mas chato. Improvisar e apenas apresentar boas músicas sempre vai ser mais interessante.

Nos últimos anos você tem viajado para diferentes países ao redor do globo. Como você tem observado a aceitação da nova geração frente ao house old school?

São abertos e sabem das coisas.

Ao analisarmos as características culturais do house e o aspecto histórico da cidade de Chicago, é possível dizer que nenhuma outra cidade americana acolheria tão bem o nascimento desse movimento global?

A única outra cidade onde há uma conexão e o aspecto da cultura e do movimento se parece conosco é Detroit. Estamos muito perto e estamos fazendo a mesma coisa ao mesmo tempo.

 O que você tem ouvido falar sobre o Brasil? Quais são suas expectativas para estrear na Soul.Set?

Ouvi coisas ótimas sobre o quanto vocês festejam e gostam de música. Estou pronto para experimentar tudo isso e dar às pessoas um ótimo momento.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa na sua vida?

Música é a minha vida. Ela me possibilita viajar o mundo e conhecer pessoas incríveis. Amo o meu trabalho e minha vida!

A MÚSICA CONECTA.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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