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Vitrola | 5 gravadoras que marcaram a música brasileira nos anos 70

Os anos 70 foram marcados por uma grande grande revolução na indústria musical mundial e no Brasil não foi diferente. Após importantes movimentos sociais e de contracultura que marcaram a década de 60 e com os movimentos hippies que invadiram a época, o cenário musical passou a se abrir muito mais a cantoras e cantores negros e a estilos musicais variados, o que antes era muito restrito ou inexistente.

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Essas mudanças aqueceram a produção musical no Brasil e intensificaram o surgimento de novos artistas que desejavam lançar seu trabalho, especialmente os de forte apelo popular, que obtiveram muita audiência e dominaram uma grande fatia do mercado nessa época. Para absorver essa demanda muitas gravadoras intensificaram seu trabalho no país e outras foram fundadas. Pedimos para Ney Faustini, curador da coluna Vitrola, fazer uma seleção com 5 gravadoras brasileiras importantes que marcaram a década de 70. Conheça-as abaixo:

Continental

A Continental foi uma das primeiras gravadoras genuinamente brasileiras a operarem no país. As atividades da label iniciaram em 1929 como representante da americana Columbia Records no Brasil até a entrada da marca de forma autônoma no país, em 1943. Com a chegada da Columbia por aqui, a empresa adotou o nome Continental e começou a atuar de forma independente, tendo se tornado líder no segmento sertaneja entre as décadas de 50 e 60, assinando nomes como Tonico & Tinoco e Milionário & José Rico, grandes sucessos da época. Em 1993, foi incorporada pelo grupo Warner Music.

Copacabana

A Copacabana nasceu no Rio de Janeiro em 1948 e foi um dos selos brasileiros mais ativos entre as décadas de 50 e 70, com um casting repleto de grandes nomes da música nacional, entre eles Raul Seixas, Maysa e Ângela Maria. Durante a década de 70, Adiel Macedo de Carvalho, um dos sócios da empresa, assumiu o comando e iniciou um redirecionamento na label para entrar no mercado sertanejo, que crescia cada vez mais no país durante essa época e absorveu artistas como Chitãozinho & Xororó e Zezé di Camargo e Luciano. Durante a década de 90, a gravadora encerrou as atividades e todo o acervo foi adquirido pela EMI Music.

Tapecar

O selo Tapecar surgiu no Brasil na década de 70 para fazer a edição no país dos títulos da americana Motown, especializada em black music. Com o faturamento e o know-how adquirido durante o tempo de parceria com o selo gringo, a Tapecar decidiu criar a própria linha de gravação e investir no samba, trazendo para seu roster de artistas nomes como Elza Soares, Beth Carvalho, Novos Baianos e Xangô da Mangueira. Entre 1978 e 1980 a label fechou uma parceria com a Som Livre para terceirizar parte da produção, mas logo depois fechou as portas e direcionou seu acervo nacional para a Copacabana.

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Seroma

A gravadora Seroma foi fundada em meados da década de 70 pelo cantor Tim Maia, como uma alternativa para fugir da exploração comercial das grandes editoras musicais da época e também pela dificuldade que o artista teve de encontrar gravadoras interessadas em assinar seu trabalho durante a fase em que foi adepto à doutrina Racional. O selo era dedicado apenas aos trabalhos de Tim Maia e inclusive o nome foi extraído do nome de registro dele, Sebastião Rodrigues Maia. A Seroma foi responsável pelo lançamento de mais de 10 álbuns do artista e foi desativada após seu falecimento em 1998.

Som Livre

De todas as gravadoras da lista, a Som Livre é a única que se mantém ativa até hoje e é uma das líderes de mercado no Brasil. Ela foi fundada em 1969 pelo produtor musical João Araújo com a finalidade única de desenvolver e comercializar trilhas sonoras para as novelas da Globo. Porém, já na década de 70, o negócio foi expandido para a produção de coletâneas e assinatura de artistas, que inicialmente eram nomes como Elis Regina, Cazuza, Rita Lee e muitos outros. Atualmente a gravadora possui em seu casting cantores dos mais variados estilos musicais e ainda possui uma sub label exclusiva para o nicho eletrônico, a Austro Music.

A música conecta. 


Equipe de reação do portal Alataj, focada em levar conteúdo cultural ao público antenado na música eletrônica.

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