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A música conecta

Minha Primeira Gig | Joseph Ashworth

Sabe aquela sensação que vem em fazer algo pela primeira vez? Pode ser o primeiro dia no novo trabalho, o primeiro beijo na pessoa desejada ou até mesmo se deliciar com um prato nunca antes comido. Essa euforia causada por uma situação excepcionalmente nova também acontece com os que acabam de se comprometer com a discotecagem. Mas vale lembrar que existem alguns agravantes se compararmos com as situações acima: o palco, o mar de gente que ali está presente, comunicação falha pelo alto volume e até mesmo uma cervejinha a mais pode ao invés de relaxar, te deixar mais tenso. 

Foi através das linhas melódicas e dos timbres cheios de harmônicos que Joseph Ashworth descobriu seu caminho dentro da música eletrônica. Apesar de uma trajetória relativamente curta, o britânico coleciona momentos significantes através de lançamentos em gravadoras como Little Helpers, Anjunadeep e Life and Death, ou então com colaborações com artistas da magnitude de Catz n Dogz e Jonas Rathsman. Hoje, Ashworth tem total confiança em cima do palco e no trabalho apresentado, mas será que sempre foi assim? Perguntamos a ele como foi sua primeira gig.

Joseph Ashworth 

Minha primeira gig rolou quando eu tinha uns 17 anos, foi na minha cidade natal, Bournemouth, no Reino Unido. Assim como qualquer adolescente britânico que frequentava clubs no início dos anos 2000, eu amava Drum n Bass e foi a partir desse amor pelo DnB que decidi me juntar a um amigo e fazer uma festa. O line-up era formado por Mickey Finn e MC Shabba D e o warm up foi por minha conta. Eu, marinheiro de primeira viagem, não fazia ideia do que se tratava um warm up, lembro-me que toquei artistas como Dillinja naquela noite, o que fez com que a pista ficasse vazia o tempo. Novato, né? 

Por volta de 2005, me mudei para Londres e instantaneamente me apaixonei pelo então Electro a la Ed Banger/Kitsuné, extremamente popular na época. Foi então que decidi começar uma banda com meu amigo Will. Nosso primeiro show ao vivo foi em 2008, rolou um festival chamado 1234 que rolava em Shoreditch, zona leste de Londres. Não tínhamos dinheiro algum, fizemos nosso live – se é que posso dizer isso – cada um em seu notebook, que não estavam syncados e travavam o tempo todo. Foi um dia lindo, um palco bem montado e com uma multidão enorme a nossa frente. Foi muito assustador, mas uma primeira experiência incrível de ter um grande público.

A música conecta. 

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