A BOMA volta a Brasília, no Museu Nacional da República, dia 1º de maio, em um momento que consolida sua atuação como uma das plataformas mais consistentes na intermediação de experiências musicais dentro da cena eletrônica nacional. A iniciativa, com produção da Entourage, faz parte de uma construção onde curadoria, ambiente e narrativa de pista caminham no mesmo nível de importância — e no centro disso está o encontro de dois fortes representantes da cena global em momentos distintos da carreira.
De um lado, Maceo Plex. Dono de uma trajetória que atravessa décadas, o artista construiu uma relação sólida com o Brasil ao longo dos anos, passando por diferentes fases da cena e mantendo uma conexão constante com o público através de um som que mistura essencialmente techno melódico e indie dance. Inclusive, recentemente, protagonizou um set bastante comentado no EDC México, num b2b com Beltran, o que mostra como artistas como ele estão cada vez mais próximos dessa nova geração sendo revelada.
Do outro lado está Mochakk, nome que sintetiza um dos momentos mais especiais da cena brasileira. Sua ascensão rápida e consistente o colocou em um patamar de destaque: o de artista capaz de dialogar com públicos diversos, independente da hora ou do lugar. Ele é um artista que se destaca pela versatilidade criativa, possui aquela facilidade de se adaptar à diferentes cenários e fazer uma entrega que é ao mesmo tempo ousada e alinhada com sua identidade dentro da house music.
O lineup completo ainda conta com outros nomes relevantes; do lado internacional, Julya Karma e Desiree, e do lado nacional, Maz e o residente de BOMA, Halfcab. Esse encontro dialoga com um movimento mais amplo que a própria BOMA vem ajudando a construir: o de aproximar artistas internacionais consolidados de uma nova geração brasileira que já atua em nível global. Junto disso, a escolha de locações, o cuidado com cenografia e a construção de atmosfera mostram que a marca tem evitado o formato tradicional de eventos e buscado se aproximar justamente de algo mais imersivo, com essa e edição de 1º de maio sintetizando bem o cruzamento dessa proposta.