Quando falamos em festivais, boa parte do público espera a divulgação do lineup ou pelo menos dos principais headliners para comprar os ingressos. Porém, quando o foco é na experiência, os artistas acabam não tendo o mesmo peso nessa decisão. E é exatamente isso que o Muriqui Sounds propõe. O festival só divulga o lineup após 80% dos ingressos já terem sido vendidos — um posicionamento que inverte completamente a lógica comercial e reafirma que o que importa, para a vivência do festival, vai muito além dos artistas confirmados.
O Muriqui Sounds retorna nos dias 26 e 27 de junho em Ibitipoca, Minas Gerais, para sua quinta edição. Mas dessa vez, estrutura-se de forma diferente: serão dois dias, através de dois atos que se conectam por uma mesma narrativa. No dia 26, será o Ato I: A Origem, que explora referências ancestrais e a conexão primordial entre humanidade, natureza e música. Já no dia 27, o Ato II: O Destino projeta um olhar para o presente e o futuro, simbolizando evolução, visão, transformação e regeneração, o que reforça o lema do festival: O Destino é a Origem.

Algo interessante que muitos talvez não saibam é sobre o conceito do festival, profundamente ligado à natureza. Os muriquis são os maiores primatas das Américas em risco de extinção, animais que vivem sem hierarquia, que se abraçam e convivem em harmonia absoluta. São uma espécie guarda-chuva — sua preservação protege toda uma cadeia de fauna e flora da Mata Atlântica. Essa é a base filosófica que estrutura o festival, já que também não há camarotes, áreas VIP ou serviços diferenciados. Os ingressos já são open bar & food, todos são iguais, reconhecendo que a experiência coletiva é indivisível.
O local escolhido reforça tudo isso: entre as montanhas da Serra da Mantiqueira, o festival acontece em um santuário cercado por sete esculturas titânicas de ferro trazidas da edição de 2005 do Burning Man, criadas pela artista plástica Karen Cusolito, ou seja, é um lugar que valoriza a relação entre a humanidade e o divino, entre a arte e a natureza. A gastronomia, a arte visual, a música e os momentos únicos funcionam como partes integradas de uma experiência regenerativa.

Apesar dos nomes ainda não estarem revelados, a curadoria do festival prioriza artistas que se conectam verdadeiramente com os propósitos do evento, que querem estar ali, que entendem a narrativa proposta e a ideia da regeneração, isso porque o Muriqui Sounds não busca apenas minimizar danos; além de ser sustentável, o objetivo é deixar tudo melhor do que encontrou. É uma aposta em profundidade ao invés de amplitude, até porque, mais do que um festival, a proposta é de uma vivência verdadeiramente imersiva.
Se você se identificou com toda a ideia, os ingressos estão disponíveis pela Ingresse. Mais informações você encontra no site oficial ou através do Instagram.