Curiosidades

6 curiosidades sobre a relação da performance corporal e a música eletrônica

Não é de hoje que as festas de música eletrônica vão muito além da relação exclusivamente protagonizada pelo DJ. O objetivo de promover experiências completas, que reverberam para além da música, passou a ser uma realidade. Despertar sensações, provocar questionamentos e estimular a percepção se tornou um propósito frequente dentro da essência das festas do underground. E o papel de protagonista, agora é dividido, em especial, com os artistas corporais e suas performances que se tornaram fortes pilares na dinâmica experiencial de cada evento. Confira algumas curiosidades que trouxemos sobre a arte performática tão presente nas festas eletrônicas nacionais, como também alguns dos nomes que se tornaram grandes estrelas com suas apresentações.

Música e performance corporal são velhas aliadas

A arte performática é uma linguagem híbrida, que mistura elementos do teatro, artes visuais, instalação, e inclusive a própria música. Na música brasileira, nomes como Ney Matogrosso, Doces Bárbaros, Aguilar e a Banda Performática são alguns dos muitos que incorporaram a manifestação corporal em seus trabalhos, ampliando o formato de alcance e expressão da experiência que procuravam promover ao público. 

Arte performática e o convite à reflexão

A arte performática está intrinsecamente ligada ao propósito de estimular reflexões, questionamentos e diálogos. O que para alguns possa ser apenas um movimento, a performance em geral, procura trazer uma forte carga conceitual e subjetiva. Na música eletrônica, a atuação performática é um convite ao debate nos níveis individuais e coletivos, trazendo à tona assuntos pertinentes – a nível de sociedade -, que artista necessita e insiste em torná-los notáveis

Capacidade de despertar atenção, através de aspectos muitas vezes “incômodos”

Maquiagem borrada, adornos assustadores, nudez, máscaras, ferramentas e atuação ousada. Muitas vezes essa roupagem vem com o propósito de despertar a atenção do espectador, através do que parece ser incômodo ou desconfortável. Aliás, o desconfortável faz parte do confronto e da manifestação, e a arte performática tem o objetivo de transpor os limites do convencional, o que em geral, pode ser considerado bizarro para o senso comum.

A artista curitibana Mariya Nerve, em uma de suas poderosas apresentações na Covil

O artista performático não é um adereço para as festas

Ao contrário do que muitos produtores culturais ainda infelizmente pensam, o artista performático não é um adereço para as festas. Ele não está lá apenas para dançar, ou “animar” o evento, e sim, provocar de alguma forma, como dissemos acima, uma reflexão através da manifestação corporal, e por isso, merece a devida valorização, já que sua função também requer um estudo, preparação prévia e total dedicação para um bom resultado.

Loïc Koutana

Loïc Koutana é um dos grandes ícones das artes performáticas presentes na música eletrônica nacional. O artista utiliza seu próprio corpo para contar histórias, conectando música, arte e política em suas apresentações que ficaram conhecidas junto ao grupo Teto Preto, impactando o público através do corpo e da alma.

Aun Helden

Aun Helden também é um nome de grande destaque no cenário performático brasileiro. Trazendo a arte subversiva para a realidade do palco, questionando a binariedade de gênero e o comportamento normativo, Aun potencializa o questionamento através da estranheza e da visceralidade, como em sua apresentação intitulada Eternidade, que brilhou nos palcos da ODD de 7 anos.

A música conecta.